Eleições

Dino pede paz após eleições e critica violência no processo eleitoral

“Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida”, afirmou Dino

2 min

26/10/2026 11:29 • Atualizado há 2 horas

Dino pede paz após eleições e critica violência no processo eleitoral

Victor Piemonte/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta segunda-feira (26) que representantes da sociedade civil, do mercado, da mídia, dos trabalhadores e de grupos religiosos promovam mensagens de paz e ponderação após o segundo turno das eleições presidenciais.

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Em publicação nas redes sociais, ele também manifestou a expectativa de que os eleitos definam caminhos de governança voltados à ampliação de políticas públicas, especialmente para a população mais pobre.

“Desejo que a sociedade civil, os agentes de mercado, os profissionais das várias áreas, a classe trabalhadora, as empresas de mídia, os líderes religiosos, cada um no seu espectro de atuação, sejam portadores de mensagens de paz e ponderação, em um mundo tão conflagrado por extremismos e egoísmos, que nada constroem”, escreveu o ministro em seu perfil no Instagram.

Dino também lembrou sua participação na campanha Diretas Já, em 1984. O movimento defendia o retorno das eleições diretas para a Presidência da República após o período da ditadura militar no Brasil. “Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida”, afirmou.

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Na publicação, o ministro destacou ainda que a Constituição Federal protege o pluralismo político e prevê o respeito entre os cidadãos. Ele criticou episódios de violência e intimidação no contexto eleitoral e defendeu que essas práticas não se repitam.

“Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país, já que são condutas ilegais”, declarou Dino.

Como foi o segundo turno das eleições 2026

O segundo turno das eleições presidenciais foi realizado no domingo (25), com a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com 51,79% dos votos válidos, Lula foi reeleito presidente da República, enquanto Flávio recebeu 48,21%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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A votação foi marcada por uma decisão inédita do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até as 19h o horário de votação nas seções eleitorais que ainda estavam abertas. A medida foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin após relatos de dificuldades no transporte de eleitores. A decisão também exigiu ajustes nos procedimentos de apuração.

A apuração teve alternância na liderança entre os dois candidatos. Flávio Bolsonaro chegou a assumir a dianteira durante a contagem, mas Lula retomou a liderança e confirmou a reeleição. A abstenção foi de 19,21%, abaixo dos 21,08% registrados no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.