Doria declara voto em Flávio e diz que Lula fez um mandato de confronto
Empresário afirmou que escolhe candidato do PL por concordar com o fim da reeleição e garantir alternância de poder

Divulgação
O ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta sexta-feira (23) que votará em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, que acontece neste domingo (25).
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Ao relembrar os quase 20 milhões de votos que acumulou nas disputas vitoriosas para a prefeitura e para o governo paulista, o empresário justificou a escolha, em um vídeo postado no X (antigo Twitter), afirmando tratar-se de uma decisão consciente contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em defesa da alternância de poder no país.
Doria sustentou que o presidente Lula perdeu a oportunidade de governar pacificando a nação, optando por um mandato marcado por confrontos, intimidações e julgamentos políticos em detrimento da gestão administrativa. Segundo ele, a atual gestão estimulou a divisão entre ricos e pobres, apoiou extremistas contra o povo judeu e insuflou rivalidades regionais.
Quatro anos brigando, quatro anos intimidando muitas pessoas, quatro anos fazendo julgamento ao invés de fazer gestão e administração do país. O governo Lula estimulou o confronto entre pobres e ricos, insuflou o Brasil do Nordeste contra o Sul. O Brasil é um só, uma só nação, um só país, um só povo. --João Doria
Doria manifestou-se abertamente contrário à possibilidade de reeleição, classificando como "um mal para o Brasil". Doria enfatizou que o país não pode se transformar no território de um único partido ou comando, destacando que a alternância no Executivo é um pilar saudável e democrático.
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Mandato único e postura sobre a pandemia
Ao fundamentar seu apoio a Flávio Bolsonaro, Doria destacou a promessa do candidato do PL de enviar ao Congresso Nacional uma proposta para acabar com a reeleição e instituir o mandato único.
Além disso, o ex-prefeito apontou o que considerou ser a postura de humildade de Flávio ao admitir publicamente, durante o debate na Band, os erros cometidos por seu pai, Jair Bolsonaro (PL), na condução da vacinação e na proteção da população durante a pandemia de covid-19.
O Brasil precisa mudar. O Brasil não pode se tornar um território de um só partido, de uma só pessoa, de um só comando. Alternância no poder é positivo, é saudável, é democrático. Por isso, neste domingo, o meu voto é Flávio Bolsonaro, conscientemente contra Lula e a favor do Brasil. --João Doria
