Eleições 2026: conheça as propostas e o perfil de Edmilson Costa (PCB)
O economista Edmilson Silva Costa, de 76 anos, candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República nas Eleições de 2026, apresenta um

O economista Edmilson Silva Costa, de 76 anos, candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República nas Eleições de 2026, apresenta um programa de governo centrado em propostas de ruptura nas áreas trabalhista, previdenciária e fiscal.
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O candidato declara patrimônio de R$ 454.485,68 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nascido em Pedreiras (MA), Edmilson Costa é solteiro e se graduou em Economia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A convenção nacional do PCB oficializou sua candidatura em chapa própria, que tem a militante Cleusa Santos como candidata a vice-presidente.
Costa é doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde defendeu tese em 1992 sob orientação do economista Waldir da Silva Quadros, e realizou pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).
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Militante de esquerda desde a juventude, atuou como dirigente estudantil e relata ter sido perseguido durante a ditadura militar. Na direção partidária, exerce o cargo de secretário-geral nacional do PCB desde outubro de 2016 e já disputou a prefeitura de São Paulo em 2008, além de integrar chapa à vice-presidência em 2010.
Revogação das reformas e ajuste fiscal
De acordo com o programa apresentado pelo PCB ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a candidatura se orienta por uma plataforma revolucionária e anticapitalista, com foco na reversão de mudanças recentes no sistema de proteção social.
O plano estabelece como prioridade a revogação das reformas previdenciária e trabalhista, que o partido chama de "contrarreformas" e classifica como responsáveis por precarizar as condições de vida da população trabalhadora.
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O documento também propõe revogar o Arcabouço Fiscal, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei das Estatais. Na visão da sigla, esses instrumentos limitam a capacidade de investimento público em políticas sociais.
Em substituição, a chapa defende a criação de uma Lei de Responsabilidade Social, desenhada para garantir recursos permanentes do Orçamento da União para saúde, educação, transporte e demais serviços públicos.
Jornada de 30 horas e fim da escala 6x1
No campo trabalhista, Edmilson Costa sustenta a instituição de uma jornada de trabalho de 30 horas semanais, sem redução de salários, como forma de diminuir o desgaste físico e mental dos trabalhadores. O programa prevê ainda o fim imediato da escala 6x1, hoje praticada em diversos setores da economia.
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A plataforma registra o compromisso de recompor gradualmente o poder de compra dos salários, com a meta de fazer o salário mínimo nacional atingir, em quatro anos, o valor de referência calculado pelo Dieese.
Entre as propostas estão a concessão de estabilidade geral após cinco anos de vínculo, a formalização e definição de piso para trabalhadores por aplicativo com pontos de apoio públicos e a realização periódica de concursos para ampliar o quadro de servidores.
Reestatização e controle operário
Na área produtiva, o PCB defende a reestatização de empresas consideradas estratégicas que foram privatizadas ou concedidas.
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Entre elas estão a Petrobras, que voltaria a ser 100% estatal e integrada, a Vale e empresas dos setores elétrico, siderúrgico e de telecomunicações, operando sob conselhos democráticos de trabalhadores.
O plano de governo propõe ainda a estatização e o controle público do sistema financeiro, com a criação de um Banco dos Trabalhadores e mecanismos de controle do câmbio. A candidatura sugere instalar uma "comissão da verdade das privatizações" para apurar processos de desestatização e punir eventuais irregularidades.
Na reorganização institucional, a chapa fala em construir um "Poder Popular". Entre as medidas, estão a extinção do Senado e sua substituição por um Parlamento unicameral, a criação de conselhos populares eleitos em locais de trabalho, estudo e moradia e a definição de mandatos com tempo determinado para integrantes de tribunais regionais e superiores, além de instrumentos de referendo para revogar mandatos eletivos que não atendam às metas aprovadas pela população.
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Bens declarados
Segundo dados do registro de candidatura entregue ao Tribunal Superior Eleitoral para as Eleições de 2026, o patrimônio total declarado por Edmilson Costa é de R$ 454.485,68.
A declaração é formada principalmente pela participação em um imóvel e aplicações financeiras:
- Imóvel: posse de 50% de um apartamento avaliado em R$ 350.000,00;
- Previdência privada: plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) no valor de R$ 52.850,00;
- Poupança: saldo em caderneta de poupança de R$ 51.403,07;
- Renda fixa: aplicações em produtos como CDB e RDB que somam R$ 232,61.
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