Em vídeo, Lula acusa Flávio de prever cortes em programas sociais
Em nova estratégia para redes, presidente acusa adversário de propor cortes no Orçamento e fragilizar a segurança

REUTERS/Mateus Bonomi - REUTERS/Adriano Machado
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicou dois novos vídeos nesta quinta-feira (8), acusando o senador Flávio Bolsonaro (PL) de querer cortar programas sociais e entregar o Brasil ao crime organizado. Gravados no formato "selfie" e com pouca edição, os materiais marcam uma nova fase da comunicação da campanha petista, que passa a apostar em uma estética mais natural para alavancar o engajamento digital.
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Em um dos vídeos, Lula comentou propostas atribuídas ao seu adversário relativas ao ajuste fiscal.
"Você já viu meu adversário dizendo que vai cortar R$ 200 bilhões do Orçamento. Quando eles falam em cortar R$ 200 bilhões, você sabe no que eles vão cortar? Vão cortar no Pé-de-Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida, na merenda escolar, no Gás do Povo, não vão dar aumento do salário mínimo acima da inflação e não vão dar aumento do salário mínimo para aposentados", afirmou o presidente.
A declaração faz referência a uma reportagem da Folha de S.Paulo que aponta estudos da equipe de Flávio para alterar a correção da Previdência, da saúde e da educação, visando um ajuste de R$ 250 bilhões.
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Ataque na área da segurança pública
No segundo vídeo, direcionado à segurança, o presidente repetiu o bordão que vem adotando nos últimos dias: "Para o trabalhador, proteção, para o bandido, prisão". Lula cobrou a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da segurança pública e pediu que Flávio e o PL votem a favor da matéria no Senado.
Na legenda da publicação, o petista reforçou a crítica: "Com Lula, combateremos o crime organizado. Com Flávio, o crime organizado tomará conta do Brasil."
Mudança na estratégia digital
A adoção dos vídeos em estilo informal começou na quarta-feira (7). Historicamente resistente à atuação frequente em plataformas virtuais — que costumava classificar em discursos como "redes digitais, porque de sociais elas não têm nada" —, o presidente foi convencido pela cúpula da campanha a investir na comunicação digital após o resultado do primeiro turno. A mudança ocorreu após Lula empoderar um grupo de jovens deputados eleitos para influenciarem diretamente nas decisões de comunicação da candidatura.
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Com Estadão Conteúdos
