Flávio Bolsonaro diz que apoiará fim da reeleição se vencer no 2º turno
Senador disse que pretende usar seu 'capital político' como presidente recém-eleito para tentar aprovar a pauta no Congresso
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência pelo PL, voltou a afirmar nesta quinta-feira (8) que, caso vença Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, irá trabalhar para acabar com a reeleição.
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Ele é autor de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema e disse que pretende usar seu "capital político" como presidente recém-eleito para tentar aprová-la no Congresso.
Essa mudança poderia vir acompanhada de uma ampliação do mandato para cinco anos e passaria a valer a partir de 2027, afirmou o candidato a jornalistas. "Para mim, tem que valer já no meu mandato. Se serão quatro ou cinco anos, se também vai valer para governador e prefeito, isso o processo legislativo é que vai definir."
A mudança depende do Congresso, já que as regras sobre reeleição estão previstas na Constituição. Essa é uma da propostas de mudanças constitucionais defendidas pelo candidato, assim como a redução da maioridade penal e a reforma do Judiciário, com mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF).
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No dia anterior, o candidato havia defendido a proposta, que esteve presente em sua campanha no primeiro turno.
Restrição valeria também para Bolsonaro
Ele também voltou a defender que a restrição à reeleição deverá contemplar também integrantes de sua família. "E não é só eu, o meu pai também, já que houve uma fala desencaixada de que ele poderia ser candidato. Se eu for eleito em 2027, a partir de 2030 nenhum parente meu vai ser candidato", disse.
A fala à qual ele faz referência é a afirmação feita por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do seu partido, o PL, sobre um eventual retorno de Jair Bolsonaro à disputa presidencial em 2030.
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Flávio não é o primeiro da família Bolsonaro a defender o fim da reeleição.
O próprio Jair Bolsonaro chegou a se comprometer com a medida na campanha de 2018, mas acabou abandonando a ideia depois que assumiu a Presidência. Ao tentar se reeleger em 2022, o então presidente justificou a decisão argumentando, durante um debate na CNN em 22 de outubro, que a sua candidatura era a única no campo da direita capaz de evitar o retorno da esquerda ao poder.
