Flávio Bolsonaro lança campanha em Copacabana e manda mensagem com batom
Na imagem é possível ver que Flávio usava um colete à prova de balas por cima da camiseta, que tinha o slogan 'Meu partido é o Brasil', modelo que ficou conhecida por ser o mesmo que Jair Bolsonaro vestia durante o atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG) em 6 de setembro de 2018

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançou oficialmente a sua campanha à Presidência da República na manhã deste domingo na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Diante de uma multidão de apoiadores, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro discursou em carro de som e mandou uma mensagem ao público escrita com um batom na parte de trás de sua camiseta: "O Brasil vai vencer".
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A mensagem foi escrita pela esposa do candidato, Fernanda Bolsonaro, fazendo referência ao caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida como Débora do Batom nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, condenada a 14 anos de prisão por participar dos atos e pichar com um batom a frase 'Perdeu, mané' na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do STF.
Na imagem é possível ver que Flávio usava um colete à prova de balas por cima da camiseta, que tinha o slogan 'Meu partido é o Brasil', modelo que ficou conhecida por ser o mesmo que Jair Bolsonaro vestia durante o atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG) em 6 de setembro de 2018.
"Eu tô mais do que preparado pra recolocar o Brasil no caminho da prosperidade. Eu tô mais do que preparado pra enfrentar esse sistema podre, porque hoje o Brasil olha pra Brasília com nojo. E vocês já perceberam: tá todo mundo contra mim. Eu não sei qual é o medo que eles têm dessa palavrinha mágica chamada Bolsonaro. E eu sempre disse que não precisa ter medo de Bolsonaro, só precisa ter o quê? Ter respeito!", disse o candidato do alto do trio elétrico.
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Flávio Bolsonaro exibe mensagem escrita com batom na camiseta (foto: Pilar Olivares/Reuters)
O candidato ainda usou o microfone para mandar ao recado ao pai, Jair Bolsonaro, que está impedido de ir ao ato por cumprir prisão domiciliar. "Hoje todo mundo vê que Bolsonaro nunca foi ameaça pra democracia, muito pelo contrário. Nós sempre fomos o último obstáculo pra que esse país não virasse uma ditadura de uma vez por todas".
"E hoje o presidente Bolsonaro não pôde tá aqui com a gente, mas como a televisão tá aqui transmitindo e o que tá acontecendo aqui hoje em Copacabana vai passar na televisão pra todo o Brasil, eu quero, junto com vocês, mandar um recado. Imaginem que o presidente Bolsonaro está nos vendo nesse momento. Então vamos homenageá-lo, um homem de bem, honesto, incorruptível, que deu o seu melhor para o Brasil e que foi injustiçado, cantando assim: 'Volta, Bolsonaro!'Pai, essa é pra você!".
Na chegada, Flávio atravessou um corredor montado na Avenida Atlântica em direção a um trio elétrico. Além da esposa, o candidato estava acompanhado do candidato ao governo do Estado Douglas Ruas (PL-RJ) e do vice em sua chapa, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O senador escolheu o Estado do Rio, berço político do bolsonarismo, para dar o pontapé inicial à campanha, além da escolha por Copacabana, palco tradicional de atos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mobilizações bolsonaristas.
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O senador ainda usou seu discurso para atacar o atual governo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no tema segurança pública e combate às facções criminosas. "Você não tem mais soberania hoje sobre a sua casa! Não tem soberania na sua rua! Não tem soberania sobre a sua vida! E o atual governo ainda corta a verba das Forças Armadas. É um dinheiro que foi cortado pra proteger as nossas fronteiras. Os fuzis continuam entrando pela fronteira do Brasil com a Bolívia, assim como as drogas que vêm parar aqui no Rio de Janeiro, vão parar no Amazonas", disse.
"Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho? Um governo que não tem a capacidade e não tem também a vontade de defender a soberania de quem mora aqui no Brasil, não tem condições de manter a soberania sobre o seu próprio território. Ou tá fechado com o crime organizado, ou é muito incompetente", disse.
