Eleições

Flávio chama derrota para Lula de 'inaceitável' e diz não reconhecer resultado

Após a conclusão da apuração das urnas no segundo turno, realizado neste domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a vitória de seu

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25/10/2026 22:44 • Atualizado há 1 hora

Flávio chama derrota para Lula de 'inaceitável' e diz não reconhecer resultado

Flávio Bolsonaro discursa em Brasília após o 2º turno

Agustin Marcarian/Reuters

Após a conclusão da apuração das urnas no segundo turno, realizado neste domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a vitória de seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é "inaceitável" e que vai pedir a anulação do pleito.

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Com 99,99% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula registra 64.252.430 votos no segundo turno deste ano. O volume supera com folga os 60.345.999 votos obtidos na disputa de 2022 contra o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que representa um acréscimo de quase 4 milhões de eleitores à sua candidatura.

O candidato derrotado afirmou que pedirá anulação do pleito devido à ampliação do horário de votação, decretado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a intercorrências em alguns estados brasileiros.

"É impossível reconhecer os resultados das eleições no contexto como essas coisas aconteceram", afirmou Flávio em coletiva de imprensa. "Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido", declarou.

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O candidato afirmou que a equipe de fiscais do PL teriam sido retirados de dentro de uma suposta sala cofre a partir do momento em que a seleção foi iniciada. Contudo, não apresentou provas nem deu mais contexto sobre a afirmação.

"Tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nas seleções. Eu não vou desistir do meu Brasil. Espero que você que está me assistido também não desista", disse Flávio.

'Não foi algo normal', diz Flávio Bolsonaro após derrota

Flávio atendeu à imprensa e dirigiu ataques ao ministro Cristiano Zanin, que acatou ao pedido das candidaturas de Lula e Flávio para que o horário da votação fosse prorrogado. Ele chamou a decisão de Zanin de "canetada a pedido de um ex-sócio" e uma forma de "mudar a regra do jogo no meio do jogo".

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"O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável", afirmou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Às 17 horas e um minuto, o ministro Zanin, que não faz parte do TSE, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil", afirmou Flávio.

Por mais que sua chapa tenha enviado um dos pedidos de extensão do tempo de votação para às 19h, afirmou que a decisão de Zanin é "uma quebra total de isonomia". "Eu nunca vou saber se num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável o que aconteceu, inclusive nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram", defendeu o candidato.