Flávio desmente Lula sobre cortes no Bolsa Família: "É sagrado, ninguém toca"
Candidato detalha promessas para aposentados, saúde, Nordeste e alianças com outros nomes nacionais

REUTERS/Diego Herculano
Em transmissão ao vivo em suas redes sociais nesta quinta-feira (8), durante agenda de campanha, Flávio Bolsonaro (PL) rebateu declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o futuro corte no Bolsa Família em caso de eleição do adversário à Presidência. O senador afirmou que o benefício é "sagrado" e prometeu mantê-lo, além de apresentar propostas para aposentados, o Sistema Único de Saúde (SUS), o Nordeste e sua frente de apoio com outros presidenciáveis.
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Bolsa Família no centro da disputa
Ao abrir a live, Flávio Bolsonaro concentrou seu discurso no programa de transferência de renda. Ele afirmou que a acusação de que acabaria com o benefício não procede e creditou ao ex-presidente Jair Bolsonaro a ampliação do valor pago às famílias.
"É mentira que eu acabaria com o Bolsa Família. É óbvio. Foi o presidente Bolsonaro que ampliou o Bolsa Família, passou para no mínimo R$ 600. Tinha gente que ganhava R$ 75, R$ 100. O Bolsa Família era, em média, R$ 190. Bolsonaro triplicou esse valor, botou para no mínimo R$ 600, garantindo essa renda para as pessoas que precisam", declarou.
Em seguida, ele reforçou que pretende manter o benefício e usou tom enfático para se dirigir diretamente ao público da transmissão. "Na verdade, assim você tem o que comer, tem como levar dignidade para sua casa. E está mantido o Bolsa Família, é sagrado, ninguém toca, ninguém vai tirar o Bolsa Família de você. O Flávio Bolsonaro está aqui falando, olhando no seu olho, que o Bolsa Família é garantido, ninguém vai mexer. Só que o Bolsa Família não pode ser a última coisa que o governo faz para você; tem que ser a primeira", afirmou.
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Aposentados e críticas ao governo
Na sequência, o político voltou-se aos aposentados e combinou elogios à trajetória de trabalho desse segmento com críticas ao governo federal. Segundo ele, quem contribuiu "a vida inteira" para garantir uma aposentadoria foi prejudicado.
"As pessoas que mais trabalharam para conseguir uma aposentadoria tranquila, contribuíram a vida inteira para isso, ralaram demais para conquistar esse direito", disse. Sem apresentar provas, ele acusou o governo de ter permitido desvios de recursos . "e afirmou que ""Uma parte do dinheiro de você, aposentado que está me assistindo, pode ter ido para saber onde? Para a conta do Lulinha, esse que está lá na Espanha, está na Europa". Na visão de Flávio Bolsonaro, "Lula não é o pai dos pobres, o Lula é o pai do rico, do Lulinha, muito rico".
Plano para um "Brasil sem fila" na saúde
Ao tratar da saúde, Flávio Bolsonaro retomou o projeto de prontuário eletrônico e prometeu integrar sistemas públicos e privados de informação para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
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"Sabe o que eu vou fazer, gente? Eu vou unificar todos os sistemas de informação de saúde: o sistema da sua cidade, do seu estado, do governo federal e também da iniciativa privada, na rede privada de hospitais, porque esse é o Brasil sem fila. Com esse controle de acompanhamento, saberemos onde é que tem uma vaga para você, para não esperar tanto tempo para fazer um exame ou uma cirurgia", explicou.
Ele citou como exemplo uma cirurgia de catarata. "Você tem que fazer uma cirurgia de catarata e, na sua cidade, vai ter que esperar três, quatro meses. Com esse sistema, que é o prontuário eletrônico unificado, que a gente vai implementar — a gente começou a fazer com o Conecte SUS e esse atual governo simplesmente deixou de lado, não concluiu — você vai saber, por exemplo, que tem uma vaga para fazer a cirurgia de catarata numa unidade hospitalar aí do lado", afirmou.
Nordeste, prosperidade e energia renovável
O político reservou parte da transmissão para falar com o público nordestino, agradecer votações anteriores e apresentar propostas ligadas a desenvolvimento econômico e energia renovável na região.
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"Obrigado a todos os nordestinos que deram uma votação expressiva demais para a gente, cada vez mais o Nordeste está abrindo o olho", declarou. Ele afirmou que "o meu sonho é, de verdade, levar para o Nordeste prosperidade. Você que precisa do governo, você está abraçado comigo, eu vou cuidar de você" e destacou que "o Nordeste tem tantas potencialidades, tem tudo que Deus deu para o Nordeste, que isso não é revertido em riqueza para você nordestino".
Flávio Bolsonaro citou o potencial solar e eólico da região e associou o tema à crítica ao governo Lula e ao PT. "Por exemplo, o Nordeste tem sol e vento o ano inteiro, então pode ser o grande produtor de energia para o Brasil, para ajudar o nosso agro, para baratear a conta de luz", disse. Para ele, "temos um atual presidente da República, um partido, o PT, que nos últimos 24 anos governou o país por 20, que parece que quer manter nossos irmãos e irmãs nordestinos na miséria. O projeto do Lula é tirar o pobre da pobreza e jogar na miséria; o meu não, vai tirar o pobre da pobreza e fazer com que ele fique rico".
Ele mencionou ainda a realização de leilões de baterias para armazenar por mais tempo a energia gerada e afirmou que essa estratégia pode garantir "a nossa segurança energética no Brasil e no mundo".
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Apoio de outros presidenciáveis na reta final
Na parte final da live, Flávio Bolsonaro destacou o apoio de outros nomes que descreveu como presidenciáveis e disse ver nesses gestos um reforço à sua candidatura.
"Eu fico muito feliz de já ter recebido o apoio dos outros presidenciáveis. O primeiro que se posicionou publicamente apoiando o Flávio Bolsonaro foi o Zema, de Minas Gerais", afirmou, ao elogiar o ex-governador. Ele acrescentou que "logo na sequência veio o Caiado, lá de Goiás, também manifestando seu apoio. Fizemos uma festa linda lá em Goiânia, um evento grande, onde o Caiado publicamente manifestou o seu apoio a Flávio Bolsonaro neste segundo turno".
O político citou ainda Augusto Cury. "E agora o Augusto Cury, né? O Augusto Cury manifestando também a sua posição", disse. Em tom de provocação ao presidente, Flávio Bolsonaro afirmou que "daqui a pouco até o Lula vai declarar por mim, porque ele sabe que não tem condição de arrumar o país. Daqui a pouco está fazendo propaganda para salvar o país: bota o Flávio Bolsonaro 22 aí, vai ser muito bem-vindo".
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Ao encerrar, ele reforçou o discurso de mudança e voltou a criticar o governo atual. "Não vai ser fácil consertar" o país, avaliou, antes de completar: "Imagina se você tivesse mais quatro anos para continuar fazendo essas besteiras que você está fazendo. Alguém tem que dar um freio nisso, e quem está com a possibilidade agora de dar esse freio, de mudar de verdade o nosso país, é o Flávio Bolsonaro".
