Flávio e Lula discutiram inflação e dívidas das famílias em debate; veja
No bloco econômico do debate promovido pelo Grupo Bandeirantes, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentaram propostas para enfrentar

Flávio Bolsonaro e Lula durante bloco no debate da Band
Jean Carniel/Reuters
No bloco econômico do debate promovido pelo Grupo Bandeirantes, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentaram propostas para enfrentar inflação, custo de vida e dívidas de famílias e empresas, em discussão transmitida em rede nacional a poucos dias do segundo turno.
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Inflação dos alimentos e R$ 200 bi para dívidas: as propostas de Flávio
Flávio concentrou sua participação no aumento de preços de itens básicos da alimentação, como arroz, feijão e carne, e questionou o impacto do custo de vida sobre o orçamento das famílias. Ele atribuiu o cenário à expansão dos gastos públicos e ao que classificou como descontrole fiscal, mencionando endividamento da União em torno de R$ 11 trilhões.
Para enfrentar o endividamento de consumidores e empresas, o candidato do PL prometeu cortar despesas do governo federal para abrir espaço no orçamento superior a R$ 200 bilhões, a ser usado para abater débitos em parceria com o sistema financeiro, com foco em quem está inadimplente.
Na proposta apresentada, famílias teriam carência de seis meses sem pagamento de boletos, e empresas, de um ano. Flávio também defendeu linhas de financiamento com juros menores e condições facilitadas, com o objetivo de permitir que comércio e emprego tenham fôlego para se recuperar.
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Salário mínimo com ganho real e renegociação: a defesa de Lula
Lula respondeu às críticas com dados sobre a inflação de alimentos, afirmando que a taxa acumulada caiu de 56,17% no período anterior para cerca de 13% em seu governo. Na visão do presidente, a prioridade é fazer o dinheiro circular na mão da população de menor renda, sustentando consumo e atividade econômica.
Ele lembrou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e citou a expansão dos Microempreendedores Individuais, que, segundo o candidato, chegaram a 17,5 milhões no país, como base importante da geração de renda em cidades de todos os portes.
O presidente defendeu ainda a política de valorização permanente do salário mínimo, com reajustes acima da inflação e extensão automática aos aposentados e pensionistas. Para Lula, o aumento real repassa aos trabalhadores o crescimento do Produto Interno Bruto produzido pela economia nacional.
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No combate à inadimplência, Lula destacou programas de renegociação de débitos com leilões de carteiras em bancos, que, de acordo com ele, proporcionaram descontos de até 92% para consumidores. Ele mencionou também a anistia de cerca de R$ 12,7 bilhões em dívidas de MEIs, medida que, na avaliação do presidente, ajuda a manter pequenos negócios ativos.
O debate sobre custo de vida e poder de compra dos brasileiros
O embate evidenciou visões distintas sobre o papel do Estado no enfrentamento do custo de vida. Flávio Bolsonaro relacionou juros reais elevados e carga tributária à gastança estatal e sustentou que o alívio imediato das dívidas é condição para reativar o consumo, enquanto Lula enfatizou a distribuição de renda e o crédito para pequenos empreendedores como motores da economia.
Segundo o candidato do PL, reduzir o peso dos compromissos financeiros no orçamento das famílias deve preceder novos programas sociais. Já o presidente argumentou que políticas de renda, valorização do salário mínimo e estímulo ao empreendedorismo de pequeno porte são centrais para aumentar o poder de compra.
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A troca de propostas no estúdio da Band buscou oferecer alternativas a milhões de brasileiros afetados por inflação, juros altos e endividamento. As medidas defendidas por cada um indicam caminhos distintos para quem busca mais espaço no orçamento doméstico e melhores condições para empreender no próximo governo.
Como assistir ao debate entre Flávio e Lula na íntegra
- Assista ao vivo pelo canal Band Jornalismo no YouTube;
- Ou utilize o aplicativo Bandplay (Android e iOS).
