Geografia do voto: veja desempenho de Lula e Flávio no 2º turno por estado
A divisão do eleitorado brasileiro no segundo turno das eleições presidenciais desenhou recortes regionais acentuados entre os dois candidatos: Luiz Inácio
A divisão do eleitorado brasileiro no segundo turno das eleições presidenciais desenhou recortes regionais acentuados entre os dois candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
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Enquanto Lula garantiu a vitória em 13 estados —sustentado pela hegemonia na Região Nordeste, além de triunfos em três estados do Norte e no estado de Minas Gerais—, Flávio Bolsonaro foi o mais votado em 13 estados e no Distrito Federal, dominando o Sul, o Centro-Oeste e a maior parte do Sudeste e do Norte.
Nordeste: fortaleza eleitoral
A Região Nordeste reconfirmou a posição de principal polo eleitoral de Lula, garantindo-lhe o primeiro lugar em todas as nove unidades federativas. O desempenho mais expressivo do candidato do PT ocorreu no Piauí, onde alcançou 75,88% (1.653.989 votos) contra 24,12% (525.859 votos) de Flávio Bolsonaro. Na Bahia, maior colégio eleitoral da região, Lula obteve 71,31% (6.484.995 votos) ante 28,69% (2.608.722 votos) do adversário.
Lula também registou margens amplas no Maranhão, com 69,54% (2.808.231 votos) frente a 30,46% (1.229.971 votos), e em Sergipe, onde somou 69,53% (989.041 votos) contra 30,47% (433.354 votos). Em Pernambuco, o presidente reeleito obteve 69,20% (4.117.513 votos) perante 30,80% (1.832.554 votos), enquanto no Ceará somou 68,93% (4.036.124 votos) contra 31,07% (1.819.478 votos).
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A vantagem do candidato petista completou-se na Paraíba, com 67,46% (1.794.059 votos) ante 32,54% (865.210 votos); no Rio Grande do Norte, com 65,72% (1.413.596 votos) contra 34,28% (737.409 votos); e em Alagoas, com 60,77% (1.152.621 votos) perante 39,23% (744.140 votos).
Sudeste: Minas garante margem a Lula
No Sudeste, o eleitorado dividiu-se, com Minas Gerais cumprindo o seu papel de fiel da balança. Num pleito acirrado, Lula venceu no estado mineiro com 50,43% dos votos válidos (6.351.099 votos), superando por margem estreita Flávio Bolsonaro, que ficou com 49,57% (6.241.786 votos).
Nas outras unidades federativas da Região Sudeste, a preferência tendeu para Flávio. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o candidato do PL venceu com 53,85% (14.139.178 votos) contra 46,15% (12.119.274 votos) de Lula. No Rio de Janeiro, Flávio assegurou 53,10% (5.169.033 votos) frente a 46,90% (4.565.393 votos), ao passo que no Espírito Santo a votação favorável ao liberal cifrou-se em 56,37% (1.294.504 votos) contra 43,63% (1.001.965 votos).
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Sul e Centro-Oeste: hegemonia de Flávio
Nas regiões Sul e Centro-Oeste, Flávio obteve triunfos em todas as unidades federativas. No Sul, o percentual mais elevado do candidato do PL verificou-se em Santa Catarina, onde atingiu 69,42% (3.220.071 votos) contra 30,58% (1.418.314 votos) de Lula. No Paraná, Flávio somou 62,58% (4.291.444 votos) ante 37,42% (2.566.504 votos), e no Rio Grande do Sul alcançou 57,84% (3.874.378 votos) frente aos 42,16% (2.824.552 votos) de Lula.
No Centro-Oeste, o desempenho de Flávio Bolsonaro foi liderado pelo Mato Grosso, onde venceu com 66,06% (1.351.099 votos) contra 33,94% (694.167 votos). Em Goiás, registou 59,66% (2.345.334 votos) perante 40,34% (1.585.555 votos). No Mato Grosso do Sul, o candidato do PL obteve 59,60% (927.892 votos) contra 40,40% (628.973 votos), enquanto no Distrito Federal venceu com 54,28% (979.542 votos) contra 45,72% (825.224 votos) do petista.
Norte: cenário dividido no território amazónico
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A Região Norte apresentou um quadro bipartido. Lula garantiu a liderança em três estados: no Pará, com 55,02% (2.690.449 votos) contra 44,98% (2.199.940 votos); no Amazonas, com 54,02% (1.145.783 votos) perante 45,98% (975.245 votos); e no Amapá, onde venceu por 52,88% (222.968 votos) contra 47,12% (198.674 votos).
Por seu lado, Flávio Bolsonaro registou a sua maior percentagem nacional em Roraima, atingindo 72,46% (219.675 votos) ante 27,54% (83.505 votos) de Lula. O candidato do PL venceu também em Rondônia, com 69,61% (674.382 votos) contra 30,39% (294.446 votos); no Acre, com 66,57% (287.715 votos) frente a 33,43% (144.513 votos); e no Tocantins, onde prevaleceu com 51,37% (467.916 votos) contra 48,63% (442.962 votos).
