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Brasil Urgente

Governo dos EUA emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e família

Departamento de Estado confirma autorização para senador; trâmite abre caminho para asilo político e green card

4 min

27/10/2026 18:32 • Atualizado há 1 hora

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (27) que concederá vistos de permanência para o senador Flávio Bolsonaro (PL), a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as filhas em território norte-americano. A informação foi confirmada pelo correspondente da Band em Nova York, Eduardo Barão, durante o Brasil Urgente.

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A confirmação governamental chancela formalmente a presença do parlamentar e de seus familiares no país. O correspondente explicou que a liberação dos vistos imediatos representa a primeira etapa do processo migratório, servindo de base para a tramitação subsequente de um pedido de asilo político.

"O visto já será liberado, como disse o Departamento de Estado. O próximo passo seria o asilo, que é um processo um pouco mais burocrático e lento. Mas, no caso de Flávio Bolsonaro, tudo indica que será bem mais rápido, abrindo caminho para a residência permanente, o green card", detalhou Barão no programa.

Processo de asilo e validade do green card

Ao abordar os aspectos jurídicos e migratórios, o jornalista pontuou que o green card concede residência legal e costuma ter validade inicial de até 10 anos antes da renovação, mas não representa um benefício totalmente irreversível.

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Conforme explicou o correspondente, existem condicionantes claras para a manutenção do documento:

  • Cometimento de infrações graves: A residência pode ser revogada sumariamente caso o portador cometa crimes graves em solo norte-americano.
  • Inconsistência de informações: A descoberta de dados inverídicos prestados aos órgãos de imigração acarreta o cancelamento imediato do status.
  • Alternância de governo e revisão política: Em caso de mudança na Casa Branca, um novo presidente tem prerrogativa administrativa para reavaliar as concessões de asilo caso considere que os critérios não foram adequadamente preenchidos.

Apesar dessas possibilidades de reanálise futura, Barão destacou que a situação de Flávio Bolsonaro e de sua família tende a permanecer segura ao longo da atual gestão de Washington.

Flávio Bolsonaro chega aos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou na tarde desta terça-feira (27), por volta das 17h (de Brasília), aos Estados Unidos. O avião que levou o candidato derrotado à Presidência desembarcou no aeroporto de Fort Lauderdale, na Flórida, onde o parlamentar pedirá asilo político a Donald Trump.

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A informação surge em meio ao monitoramento sobre o paradeiro do senador após a Polícia Federal cancelar os passaportes de Flávio Bolsonaro (PL) por ter expirado o prazo dado para a entrega dos documentos. A instituição comunicou o ministro Alexandre de Moraes sobre o não cumprimento da decisão judicial, que venceu às 11h.

Monitoramento de aeronave foi desligado

O avião executivo que teria transportado o senador Flávio Bolsonaro (PL) da Argentina com destino aos Estados Unidos desligou o equipamento responsável pela emissão de sinais de monitoramento (chamado de transponder) logo após sobrevoar a região de Córdoba, na Argentina.

De acordo com as apurações da Band, o desligamento do sistema de rastreamento ocorreu a cerca de 30 minutos de Buenos Aires. Com a interrupção do sinal, o trajeto subsequente da aeronave em direção ao território norte-americano deixou de aparecer nas plataformas online de monitoramento de voos civis.

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Autoridades negam conhecimento sobre viagem

Abordado por jornalistas a caminho de uma reunião na sede do PL, o advogado de Flávio Bolsonaro, Frederico Wassef, declarou desconhecer os planos de deslocamento do parlamentar e afirmou ter sido surpreendido pelos relatos veiculados nos noticiários. "A surpresa dos senhores é a mesma que a minha. Eu estou tão surpreso quanto", disse o advogado, que optou por não aprofundar orientações técnicas sob a justificativa de sigilo legal.

No Congresso, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também relatou que os parlamentares da legenda foram surpreendidos e que a direção da sigla não recebeu comunicados prévios sobre a rota internacional. Segundo Marinho, a última troca direta de mensagens com o senador resumia-se a um pedido de recuo momentâneo das agendas públicas.

"Recebi por parte dele uma mensagem no telefone. Ele dizia que queria dar um tempo hoje e que depois conversaria conosco. Foi a única comunicação que tive", relatou Marinho ao explicar que a bancada acompanhou a ida do correligionário aos Estados Unidos unicamente por meio da cobertura de veículos de imprensa.

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