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Canal Livre

Haddad: 'Brasil não tem tamanho para ser quintal de ninguém'

Ex-ministro da Fazenda deu uma entrevista ao Canal Livre após a vitória de Lula no segundo turno das eleições

3 min

25/10/2026 23:20 • Atualizado há 2 horas

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa uma defesa da soberania nacional e da democracia brasileira. Em entrevista ao Canal Livre, da Band, após a vitória de Lula no segundo turno neste domingo (25), Haddad também defendeu a condução das contas públicas pelo governo e disse que o ajuste fiscal deve preservar a população mais vulnerável.

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“Não tem tamanho para ser quintal de ninguém”, afirmou Haddad ao comentar o papel do Brasil no cenário internacional. Para ele, o resultado das urnas demonstra que o país conseguiu preservar a soberania popular e a autonomia nas relações exteriores.

Haddad citou o cenário político das Américas para destacar o que considera um momento importante para o Brasil. Ele mencionou o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, ao comentar a presença de governos com diferentes orientações políticas na região.

“E o Lula conseguiu garantir as duas coisas mais importantes, soberania popular e soberania nacional. A democracia interna e uma diplomacia responsável no plano externo”, declarou.

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Haddad defende política fiscal do governo Lula

Questionado sobre a possibilidade de realizar um ajuste fiscal e enfrentar o endividamento público, Haddad afirmou que o governo estabeleceu metas e encaminhou ao Congresso Nacional os instrumentos de planejamento orçamentário.

Segundo o ex-ministro, o governo enviou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril e a proposta de Orçamento em agosto. Ele defendeu que o reequilíbrio das contas públicas seja feito sem comprometer políticas sociais e serviços essenciais.

“É muito fácil falar em ajuste fiscal pisando no pescoço das pessoas que pouco têm. O difícil é fazer o que nós fizemos nesse mandato, que é conseguir reequilibrar as contas públicas respeitando a fome, a miséria, respeitando a educação, a saúde”, afirmou.

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Haddad também criticou propostas de cortes de gastos sem detalhamento das áreas afetadas. Sem citar nominalmente um adversário no trecho da entrevista, ele questionou a viabilidade de anunciar reduções expressivas de despesas sem explicar como seriam implementadas.

“Não desse jeito irresponsável de falar ‘vou cortar 250 bilhões’ e depois não diz aonde vai cortar. Isso não é com o presidente Lula”, disse. Na avaliação do ex-ministro, Lula deve manter a busca pelo equilíbrio fiscal com atenção à população de menor renda. Haddad afirmou ainda que o presidente tem compromisso com as medidas que anuncia.

Papel do Brasil no cenário internacional

Ao comentar a vitória de Lula, Haddad afirmou que o Brasil ocupa uma posição estratégica no cenário internacional e destacou a importância de preservar a autonomia do país diante de pressões externas.

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O ex-ministro mencionou os desafios enfrentados pelo governo durante a campanha eleitoral, incluindo a atuação das grandes empresas de tecnologia e as pressões atribuídas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Haddad, o resultado do segundo turno reforça a defesa da democracia brasileira e de uma política externa independente.

Apuração minuto a minuto no portal Band.com.br

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Datas importantes até a posse dos eleitos em 2027

O calendário das Eleições 2026 segue prazos constitucionais e normas definidas pelo TSE:

  • 3 de novembro: reabertura oficial do Cadastro Eleitoral nos cartórios de todo o país;
  • 18 de dezembro: data-limite para a diplomação das candidatas e dos candidatos eleitos;
  • 5 de janeiro de 2027: posse oficial do presidente e do vice-presidente da República eleitos;
  • 6 de janeiro de 2027: posse dos governadores e vice-governadores eleitos nos 26 estados e no Distrito Federal.