Eleições

Janones: a trajetória e importância do general na virada histórica de Lula

André Janones reuniu apoiadores, convocou a militância e fez milhares tomarem as ruas em manifestações em várias regiões do Brasil

3 min

26/10/2026 08:05 • Atualizado há 10 horas

Janones: a trajetória e importância do general na virada histórica de Lula

André Janones com o presidente Lula

Divulgação/Ricardo Stuckert

O deputado federal André Janones (Rede-MG) coordenou a campanha digital do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo turno, fator determinante para a virada histórica contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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Por meio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, André Janones reuniu apoiadores, convocou a militância e fez milhares tomarem as ruas em manifestações em várias regiões do Brasil.

Durante a mobilização, o parlamentar popular nas redes sociais promovia desafios aos apoiadores, que promoviam hashtags na plataforma X, antigo Twitter, compartilhavam vídeos e, além disso, atraíam mais participantes para o canal. O “Exército do Lula”, até a manhã desta segunda-feira (26), possui 10,8 milhões de seguidores.

A mobilização promovida por André Janones foi destaque durante o discurso da vitória do presidente reeleito Lula. Na declaração, o petista chamou o parlamentar de “general” e enalteceu o “papel exponencial” na campanha.

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“Eu quero agradecer o Janones. O nosso general teve um papel exponencial nessa campanha para levantar diariamente, de manhã, de tarde e de noite, a moral da nossa tropa. Essas eleições me ensinaram muitas lições. Eu posso garantir para vocês que nós vamos mudar o jeito de governar esse país”, disse Lula.

“Nós vamos fazer o povo participar mais nas nossas decisões. E quero dizer para vocês que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo. Pode ficar certo que daqui para frente eu vou conversar muito com o povo brasileiro, muitas vezes por dia, diretamente”, completou.

Exército do Lula e a disputa no TSE

A mobilização de André Janones no “Exército do Lula” virou pauta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Em 11 de outubro, Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, atendeu um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e mandou suspender o canal, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram "considerados inverídicos” pelo tribunal, como postagens que indicaram que o candidato do PL seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão. Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que André Janones teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Posteriormente, Kassio voltou atrás e liberou o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.

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Em 23 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderia ser suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o ministro, somente o plenário pode decidir sobre eventual suspensão do canal.

Quem é André Janones

André Luis Gaspar Janones nasceu em 5 de maio de 1984, na cidade de Ituiutaba, Minas Gerais. É advogado e deputado federal reeleito pelo estado com mais de 78 mil votos.

Seu primeiro emprego foi como cobrador de ônibus entre 2003 e 2005. Em 2004, ingressou com bolsa de estudos na Fundação Educacional de Ituiutaba (atual UEMG). Trabalhou como escrevente no Tribunal de Justiça de MG (2005) e, em 2008, foi aprovado na OAB, abrindo seu próprio escritório de advocacia.

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Ele se candidatou à prefeitura de Ituiutaba em 2016, ficando em segundo lugar. Ganhou notoriedade nacional em 2018 ao se posicionar como uma das lideranças da greve dos caminhoneiros.

Foi eleito deputado federal nas eleições de 2018 e reeleito em 2022 e 2026. Durante o mandato, ganhou destaque por transmissões ao vivo de grande engajamento sobre o Auxílio Emergencial e por sua forte atuação nas redes sociais durante a campanha presidencial de 2022 em apoio a Lula, além de ter publicado um livro sobre o chamado "janonismo cultural".