Eleições
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Jornalistas avaliam decisão do STF de prorrogar horário de votação no 2º turno

Durante o programa Band Eleições, os debatedores analisaram a determinação monocrática do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou o horário de encerramento

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27/10/2026 00:54 • Atualizado há 56 min

Durante o programa Band Eleições desta segunda-feira (26), os jornalistas e especialistas da Band analisaram a determinação monocrática do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou o horário de encerramento da votação no segundo turno.

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A medida, anunciada na reta final da votação, provocou forte repercussão na bancada devido aos reflexos jurídicos e institucionais que gerou no processo eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanhou a decisão posteriormente. Ambas as Cortes atenderam a pedidos de extensão de horário protocolados pelas coligações dos dois competidores, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Insegurança jurídica e atuação do Judiciário

A condução do caso foi criticada pela imprevisibilidade gerada logo no momento em que a apuração das urnas estava prestes a começar. O jornalista Eduardo Oinegue apontou a insegurança provocada por decisões individuais — destacando a postura do ministro Cristiano Zanin e o contexto no STF —, ressaltando que a prorrogação repentina criou uma disparidade entre eleitores que puderam e os que não puderam votar após o prazo habitual.

O cientista político Fernando Schüler reforçou a crítica ao que chamou de ativismo judicial, argumentando que a Justiça frequentemente toma medidas à revelia da legislação aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo o analista, o episódio gerou especulações iniciais sobre possíveis pedidos de anulação do pleito — levantados inclusive por juristas e pela oposição —, discurso que acabou perdendo força assim que os resultados definitivos foram divulgados.

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Impacto na prática e o papel das regras eleitorais

Na prática, a bancada ponderou que o desfecho da eleição não foi alterado de forma determinante.

A jornalista Adriana Araújo explicou que, como a comunicação da decisão ocorreu por volta das 17h, o fluxo seguiu o padrão previsto pela própria lei eleitoral: os locais onde já havia filas continuaram atendendo os eleitores, enquanto as seções sem fila encerraram os trabalhos no horário regulamentar.

Apesar do desfecho não ter comprometido a totalização dos votos, os debatedores alertaram que a neutralidade prática da medida se deu por mero acaso circunstancial. Para os analistas, intervenções de última hora no processo de votação trazem riscos de tumulto e colocam em xeque a previsibilidade necessária para a segurança institucional das eleições.