Lula defende reforma do Judiciário e diz pagar pela 'promiscuidade' do STF
Em pronunciamento a aliados realizado na noite desta segunda-feira (5) para alinhar a estratégia do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Em pronunciamento a aliados realizado na noite desta segunda-feira (5) para alinhar a estratégia do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a realização de uma nova reforma no Poder Judiciário e afirmou que seu grupo político carrega o peso da "promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte Brasileira".
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Lula defendeu que a sociedade participe diretamente da definição dos critérios de escolha para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliando inclusive a fixação de mandatos para os magistrados.
É importante que os militantes saibam que a primeira reforma do Poder Judiciário nesse país foi feita por mim, pelo Márcio Tomás Barros e pelo Ministro Jobim, quando era presidente da Suprema Corte. E não deu o resultado que a gente queria. Porque o corporativismo tomou conta dos conselhos. Mas nós precisamos fazer outra reforma. E precisamos definir qual é o papel da sociedade nessa reforma. --Lula
Segundo Lula, a indicação para o STF não pode responder a interesses pessoais do presidente da República, a pressões do Congresso Nacional ou ao poder econômico. Ele ressaltou que "ninguém está acima da lei", incluindo os próprios ministros, e sustentou que o nível de desconfiança da sociedade em relação ao tribunal representa um cenário "muito grave" que precisa ser enfrentado.
Foco na abstenção e ritmo de campanha no 2º turno
Além do debate sobre a reformulação do STF, o discurso enfatizou a urgência de recuperar o interesse dos cerca de 30 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno. Lula destacou que o desinteresse do eleitorado exige autocrítica das campanhas para reverter a desilusão popular nos 20 dias restantes até a votação.
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O presidente convocou a militância e os governadores aliados a intensificar a presença nas ruas e o ritmo de trabalho, afirmando que será necessário "dormir menos e trabalhar mais" para mobilizar os eleitores e garantir a vitória na etapa decisiva do pleito.
