Lula diz que ninguém pode ser ministro do STF para ficar rico: 'Sacerdócio'
Em campanha em Curitiba, presidente cobrou conduta ética elevada dos magistrados e defendeu a abertura total de sigilos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado (12), durante discurso de campanha em Curitiba, no Paraná, que o exercício de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser encarado como um sacerdócio, declarando expressamente que a função pública na Suprema Corte não deve ser buscada para enriquecimento pessoal.
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Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio. As pessoas têm que se dedicar, porque é a Corte Suprema, quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar. Então as pessoas têm que ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade. --Lula
A declaração acontece em meio à mais séria crise já enfrentada pelo STF. Na próxima terça-feira (15), a Corte deve decidir se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes após a revelação de de que ele trocou mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março. Na semana seguinte, o STF deverá decidir se abre investigação também contra o ministro André Mendonça por suposto favorecimento em inquérito do Caso Master.
O presidente citou, inclusive o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, alvo central de investigações da Polícia Federal (PF), sobre suposto tráfico de influência e corrupção derivadas de desdobramentos ligados a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Quando começaram a falar do meu filho, eu disse que meu filho não será protegido. Ele nasceu pra fazer as coisas certas, e eu acredito na inocência dele, mas se ele cometeu um erro, ele terá que pagar pelo erro que ele cometeu --Lula
A declaração foi feita no contexto em que o presidente defendia que a lei deve ser aplicada com o mesmo rigor a todos os cidadãos, sem exceções ou proteções. Lula reforçou que o princípio de que ninguém está acima da lei se aplica a ele próprio, aos seus familiares e também aos membros da Suprema Corte.
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Na mesma ocasião, Lula destacou a conversa que teve com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para solicitar a liberação e a abertura do sigilo de todos os inquéritos relacionados às investigações do Banco Master e do INSS. Segundo o presidente, o objetivo do pedido foi expor integralmente os fatos para que a sociedade brasileira conheça a verdade por completo e saiba a responsabilidade de cada envolvido.
