Lula e Flávio travam duelo sobre segurança e cita caso Ana Clara
Flávio atribuiu episódios como esse à falta de combate efetivo do governo às organizações criminosas

Flávio Bolsonaro e Lula durante debate na Globo
Agustin Marcarian/Reuters
Durante o debate político, a discussão sobre a segurança pública e o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro gerou um tenso confronto direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
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O presidente Lula reviveu a tragédia da garota Ana Clara, de 5 anos de idade, morta por um tiro de fuzil. Dirigindo-se à mãe da menina e aos eleitores, Lula questionou os motivos de um senador da República defender e evitar o julgamento de um policial envolvido no disparo, marcado para o dia 21.
"O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de 5 anos? Explica que segurança é essa", cobrou Lula, criticando a atuação da segurança pública no estado.
A resposta e a defesa de Flávio Bolsonaro
Em resposta, Flávio Bolsonaro prestou solidariedade à mãe de Ana Clara e classificou a morte da criança como uma tragédia decorrente de uma troca de tiros em uma comunidade conflagrada dominada pelo tráfico. O senador sustentou a convicção de que o policial acusado não foi o autor do disparo e ressaltou que o agente sequer passou por julgamento.
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Flávio atribuiu episódios como esse à falta de combate efetivo do governo às organizações criminosas e às fronteiras abertas. Como propostas, defendeu a classificação do PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas, o aumento das penas para crimes graves e a redução da maioridade penal para 14 anos em casos específicos.
Propostas e acusações sobre o crime organizado
Lula defendeu o fortalecimento das ações da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para erradicar o crime organizado, as milícias e o narcotráfico tanto no Rio de Janeiro quanto no restante do país. O presidente acusou o grupo de seus opositores de ter histórico de associação com esses grupos no estado do Rio de Janeiro.
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O que aconteceu com Ana Clara?
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Ana Clara foi atingida por disparos efetuados durante uma ação policial. A menina chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas morreu. O irmão dela, de 2 anos, estava com a criança no momento do ocorrido.
O MPRJ acusou o cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delarolli de homicídio com dolo eventual, sob o argumento de que ele assumiu o risco de provocar uma morte ao efetuar disparos em uma área residencial. O policial chegou a ser preso preventivamente, mas foi solto no fim de 2021 e passou a responder ao processo em liberdade.
Qual foi a atuação de Flávio Bolsonaro no caso?
Flávio Bolsonaro integrou a equipe de defesa de Delarolli. Em 2024, o senador assinou um recurso especial apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para contestar a decisão judicial que determinou que o policial fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
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O STJ rejeitou o recurso, mantendo a decisão que encaminhou o caso ao júri popular. O processo, porém, continuava sem julgamento definitivo em outubro de 2026, segundo reportagens publicadas sobre o caso.
