Lula encerra campanha com multidão na Paulista e discurso “soberania x barbárie”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (3), com uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo, o último ato oficial de campanha

Presidente Lula durante ato na avenida Paulista
Amanda Perobell/Reuters
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (3), com uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo, o último ato oficial de campanha antes do primeiro turno, em discurso marcado pela oposição entre “democracia e soberania” x “barbárie” e por ataques à extrema-direita, ao sistema financeiro e às casas de apostas.
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Logo no início, Lula afirmou que a caminhada reunia integrantes de seu governo responsáveis por prender o que chamou de "quadrilha da Previdência", que, segundo ele, teria sido criada na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar o caso Master, ele disse que os adversários "estão com medo porque a cada hora aparece uma coisa nova" e completou: "Só falta aparecer quem participou da orgia".
Lula voltou a enquadrar a disputa como embate de projetos. "De um lado tem a democracia e a soberania, do outro a barbárie", afirmou. Em seguida, declarou que "o povo brasileiro vai derrotar a extrema-direita, os fascistas" e que "do outro lado tem um chefe de quadrilha".
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O presidente disse ainda que governos anteriores "acabaram com tudo e nós reconstruímos" e prometeu uma "revolução educacional e tecnológica". Ao destacar a ocupação da Avenida, declarou que "a Paulista não é da direita, é do povo brasileiro" e renovou o apelo para que eleitores, inclusive com mais de 70 anos, compareçam às urnas neste domingo (4).
Cartões de crédito e juros em foco
Após polêmica sobre declarações dadas no Flow Podcast, Lula voltou a tratar dos cartões de crédito. "Os mentirosos ontem tentaram mentir a meu respeito. O que eu acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade para quem pedir cartão de crédito. O banco não pode ficar enviando para a casa das pessoas sem as pessoas pedirem", disse.
Na sequência, afirmou que "cartão de crédito é responsabilidade" e classificou os juros como "uma roubalheira". Para ele, "O sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganha na produção, não extorquindo o povo brasileiro com taxa de juros impagáveis".
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Ao citar mensagem publicada nas redes sociais após a repercussão da entrevista, Lula reiterou que cada cidadão pode ter "quantos cartões quiser", mas que sua preocupação é com o endividamento das famílias, o envio de cartões sem solicitação e as taxas cobradas pelos bancos.
Críticas às bets e defesa de mudanças trabalhistas
Lula também retomou as críticas às casas de apostas. Segundo ele, as bets "viraram uma doença para o povo brasileiro", levando parte da população a contrair dívidas que não consegue pagar. O presidente afirmou que o governo decidiu proibir as apostas e vinculou o investimento no futuro à educação, à ciência e à tecnologia.
No mesmo discurso, o presidente mencionou o projeto para pôr fim à escala 6x1 de trabalho e reforçou o compromisso de promover uma "revolução educacional e tecnológica", apresentando o confronto da campanha como escolha entre "democracia e soberania" e "barbárie" no primeiro turno.
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