Lula fala sobre ida de Flávio aos EUA: 'Quem não deve, não teme'
Presidente critica saída de senador do país, rebate tese de perseguição e defende pacificação nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta terça-feira (27) a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos após a disputa eleitoral. Durante transmissão ao vivo acompanhada e repercutida pelo Brasil Urgente, Lula questionou os motivos da partida repentina do adversário e afirmou que a atitude desrespeita os eleitores dele.
Continua depois da publicidade
"Quem não deve, não teme. Que culpa tem alguém para fugir do Brasil? Quem sai escondido do seu país deve", declarou o presidente.
Lula rebateu com antecedência eventuais alegações de que a ida aos EUA seria motivada por falta de garantias democráticas em território nacional.
"Este cidadão vai dizer lá fora que o Brasil não tem democracia? Se não tivesse, miliciano não poderia ser candidato a presidente. Lamento a falta de respeito que teve com os eleitores dele", criticou.
Continua depois da publicidade
Comparações com disputas anteriores e pedido de pacificação
Lula lembrou derrotas históricas que enfrentou nas urnas para enfatizar que adversários políticos devem permanecer no país e respeitar o veredito eleitoral:
Histórico democrático: "Eu perdi eleição para o Collor, eu fiquei no Brasil. Eu perdi eleição para o Fernando Henrique Cardoso duas vezes, eu fiquei no Brasil. O Alckmin perdeu para mim, ficou no Brasil. O Serra perdeu para mim, ficou no Brasil", relembrou.
Continua depois da publicidade
Defesa das instituições: Lula reiterou que, quando foi alvo de acusações na Justiça, permaneceu no país para "desmascarar os acusadores" perante os tribunais.
Apelo contra o ódio político: O presidente defendeu ainda a urgência de pacificar as relações sociais e familiares no país após o acirramento das eleições. "É preciso de uma vez por todas a gente acabar com o ódio nesse país e construir uma sociedade mais harmoniosa, em que pai não precisa brigar com filho por causa de voto, mãe não precisa brigar com filha por causa de voto", declarou.
