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Eleições

Lula mira evangélicos a 11 dias da eleição com tripé família, fé e segurança

A 11 dias da votação do segundo turno das eleições, o candidato e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (14) uma 'Carta às

6 min

14/10/2026 12:36 • Atualizado há 11 dias

Lula mira evangélicos a 11 dias da eleição com tripé família, fé e segurança

Lula

Mike Segar/Reuters

A 11 dias da votação do segundo turno das eleições, o candidato e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (14) uma 'Carta às Famílias Evangélicas Brasileiras'. O documento busca construir uma ponte direta de diálogo com o segmento cristão, combinando referências bíblicas, relatos de sua trajetória pessoal, acenos ao fortalecimento da família e propostas nas áreas de trabalho, segurança e economia.

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Diálogo de "coração aberto" e trajetória familiar

No texto, Lula afirma ter resolvido escrever "com o coração aberto, cheio de verdade" ao aprender com fiéis que a Bíblia orienta a "seguir a verdade em amor". Embora ressalte não ser evangélico, o candidato destaca o respeito às diversas profissões de fé e enfatiza um ponto de convergência com os fiéis:

"Temos uma coisa em comum: o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, pois somente lares fortes podem produzir uma nação forte!"

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Relembrando sua infância e a criação liderada por sua mãe, Dona Lindu, ao lado de sete irmãos, Lula conecta sua caminhada pessoal e política à espiritualidade: "Cheguei até aqui com a proteção divina, orientado por um propósito e missão. Tenho absoluta certeza de que, se não fosse a boa mão de Deus, eu nem teria saído vivo das várias batalhas que enfrentei".

Descanso semanal, combate às bets e liberdade de culto

Entre os compromissos de governo apresentados na carta, o candidato destaca ações voltadas à proteção do orçamento familiar, citando o combate às apostas online e a defesa de dois dias de descanso semanal.

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Lula argumenta que a redução do ritmo de trabalho traz benefícios diretos à vida religiosa das famílias: “As pessoas precisam de mais tempo para descansar, ter lazer e estar em casa com os seus, fortalecendo os vínculos familiares. Para o povo evangélico, isso garante, inclusive, mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração”.

Rebatendo críticas e acusações recorrentes no segmento religioso, a carta adota um tom enfático de negação: “Jamais poderão nos acusar de estarmos comprometido com políticas que destroem vidas, que fecham templos ou que não demonstrem respeito, como Jesus nos ensinou, que devemos amar a todas as pessoas”.

Segurança pública, renda e preservação ambiental

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Na área de segurança pública e políticas sociais, a carta promete atuação rigorosa do Estado e inteligência policial para proteger a população e as crianças: “Sigo também empenhado em proteger as mulheres, combater todos os tipos de violência e o crime organizado com inteligência: prender os bandidos, proteger as nossas crianças e adolescentes e poupar as vidas inocentes”.

O texto vincula ainda o compromisso governamental à saúde pública, ao aumento do poder de compra e à pauta ambiental sob uma conotação religiosa, mencionando a “preservação da natureza criada por Deus”.

“Estou escutando o clamor legítimo e urgente de vocês por mudanças, por segurança, por futuro e prosperidade [...] O Brasil é nosso! Eu vou escutar e atender aos anseios de vocês”.

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Apelo ao discernimento espiritual nas urnas

Ao encerrar o documento, o candidato faz um apelo direto à reflexão dos fiéis antes do comparecimento às urnas no segundo turno, reconhecendo a centralidade da oração nas decisões das famílias protestantes: “Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição”.

Lula finaliza a mensagem pedindo aos eleitores que votem “com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil”, reafirmando sua expectativa de alcançar “um Brasil mais justo, respeitoso e com oportunidades para todos”

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Leia a carta na íntegra:

Queridas famílias evangélicas do Brasil,

Resolvi escrever a vocês com o coração aberto, cheio de verdade, pois os cristãos com quem tenho dialogado estão me ensinando que a Bíblia nos orienta a "seguir a verdade em amor." Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé. Temos uma coisa em comum: o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, pois somente lares fortes podem produzir uma nação forte!

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Aprendi dentro de casa o valor do trabalho, resistindo bravamente com minha mãe, Dona Lindu, para criar uma família com sete irmãos. Com essa base familiar sólida, aprendi a amar e a lutar para transformar a realidade. É nesse chão que a minha história se encontra com a história de vida e de fé da sua família. Entrei para a política com esse compromisso em meu coração: ajudar a mudar as condições de vida das famílias pobres e batalhadoras.

Numa longa e difícil jornada, me tornei Presidente do Brasil por três vezes. Agora, disputo o quarto mandato. Cheguei até aqui com a proteção divina, orientado por um propósito e missão. Tenho absoluta certeza de que, se não fosse a boa mão de Deus, eu nem teria saído vivo das várias batalhas que enfrentei. Guiado por Ele estou aqui, mais uma vez, fazendo a defesa das famílias brasileiras com ações concretas, como tenho feito ao longo de toda a minha jornada política, e não com discursos vazios, como muitos outros fazem. As famílias são a base do Brasil que queremos.

Dentre as várias ações do meu governo que abençoam suas famílias, relembro a vocês, por exemplo, o combate às apostas online, as Bets, que estão destruindo tantos lares, e meu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal, pois a vida não se resume ao trabalho.

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As pessoas precisam de mais tempo para descansar, ter lazer e estar em casa com os seus, fortalecendo os vínculos familiares. Para o povo evangélico, isso garante, inclusive, mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração. Sigo também empenhado em proteger as mulheres, combater todos os tipos de violência e o crime organizado com inteligência: prender os bandidos, proteger as nossas crianças e adolescentes e poupar as vidas inocentes.

Jamais poderão nos acusar de estarmos comprometido com políticas que destroem vidas, que fecham templos ou que não demonstrem respeito, como Jesus nos ensinou, que devemos amar a todas as pessoas. Precisamos avançar mais, precisamos amar mais! Até aqui, ajudei a arrumar a nossa casa, o Brasil. Mas sei que ainda há muito a ser feito. Estou escutando o clamor legítimo e urgente de vocês por mudanças, por segurança, por futuro e prosperidade. Estou comprometido com a melhoria da saúde pública, para que sua família fique bem cuidada; com o aumento real da renda, com poder de compra; e com a preservação da natureza criada por Deus. O Brasil é nosso! Eu vou escutar e atender aos anseios de vocês.

“Precisamos avançar mais!”

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Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil. Com gratidão por sua atenção e generosa leitura, conto com suas orações e sigo olhando firmemente para a esperança da vitória e de um Brasil mais justo, respeitoso e com oportunidades para todos.

14 de outubro de 2026

(Assinatura de Lula)

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