Lula não se opõe a condição de Flávio para abrir sigilo, diz Camilo Santana
Segundo senador aliado do presidente, autorização para quebra de sigilo será protocolocada nesta quinta-feira, às 11h

Debate na Band: Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentaram neste domingo (18)
REUTERS/Jean Carniel
O senador Camilo Santana (PT) declarou na tarde desta quarta-feira (21) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "não se opõe" às exigências impostas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos, desde que o parlamentar do PL também apresente a totalidade de seus dados.
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A manifestação ocorre após Flávio aceitar o desafio de abertura de dados bancários, fiscais e telefônicos lançado por Lula no debate presidencial promovido pela Band no último domingo (18), mas condicionar a medida a cobranças contra o governo e aliados.
Segundo Camilo Santana, a equipe do presidente formalizará a autorização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h. "Nós daremos a autorização para quebrar os sigilo de tudo o que foi pedido pelo Flávio", afirmou, ressaltando a expectativa de que o adversário cumpra o compromisso e também formalize o protocolo no tribunal.
Flávio Bolsonaro havia exigido a quebra do sigilo telefônico de seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, apelidado de Marcola, a abertura das contas do Instituto Lula, a transparência sobre os gastos com cartões corporativos da Presidência e a liberação dos registros de visitas ao Palácio da Alvorada.
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A disputa pelos sigilos na reta final das eleições
O embate em torno da transparência patrimonial e de comunicações intensificou-se na reta final da campanha do segundo turno das eleições presidenciais. A proposta original de Lula previa a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico referente aos últimos oito anos, abrangendo familiares de ambos os candidatos e empresas associadas a Flávio.
