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Lula nega haver bomba fiscal: 'Não preciso aprender com a Faria Lima'

Presidente garantiu que mesmo com suas recentes medidas econômicas e fiscais, entregará as contas com superávit primário

2 min

19/10/2026 22:22 • Atualizado há 5 dias

Lula nega haver bomba fiscal: 'Não preciso aprender com a Faria Lima'

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu as críticas sobre o impacto orçamentário das recentes medidas econômicas e sociais promovidas por sua gestão.

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Ao ser questionado, durante sabatina no SBT, sobre o risco de o acúmulo de compromissos resultar em uma "bomba fiscal" nos próximos anos, o candidato descartou a hipótese, sustentou que o governo entregará as contas com superávit primário e afirmou que não precisa "aprender responsabilidade com a Faria Lima".

Eu não sei da onde [veio] essa ideia de que é uma bomba que vai estourar. Não é bomba que vai estourar, não é bomba! Porque se tem um presidente da República que foi responsável nesse país fui eu. Nos meus primeiros 8 anos eu fiz superávit primário em todos os anos. Uma demonstração de que eu não preciso aprender responsabilidade com a Faria Lima. --Lula

Previsão orçamentária e sustentabilidade das medidas

Ao defender a concessão de benefícios como o reajuste do Bolsa Família pela inflação, o perdão de dívidas ativas de Microempreendedores Individuais (MEIs) e o novo programa de renegociação de débitos pelo Desenrola, Lula assegurou que as iniciativas estão respaldadas pelo espaço fiscal disponível e pelo orçamento aprovado pelo Congresso.

O presidente ressaltou o próprio histórico administrativo, lembrando ter alcançado superávit primário em todos os anos dos seus dois primeiros mandatos —resultado que destacou como único entre os países do G20 na ocasião. De acordo com o candidato, a atual gestão herdou as contas públicas com um déficit de 2,8% e está projetando a entrega do orçamento com um resultado positivo de 0,1%.

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Vivência pessoal versus pressão do mercado

Para rebater o ceticismo vindo do setor financeiro, Lula contrapôs o rigor cobrado pelo mercado à sua trajetória pessoal. "Responsabilidade eu tenho porque eu sei como pai de família, como trabalhador de fábrica que recebe salário, que a gente não pode gastar o que a gente não tem", declarou o candidato.

Lula criticou ainda a postura rotineira de analistas do mercado, afirmando que alardes sobre potenciais déficits fiscais são levantados no início de cada ano como forma de exercer pressão sobre a condução da política monetária do país. Ele reforçou que os recursos empregados respeitam os limites legais do orçamento e que o governo prosseguirá atuando com responsabilidade na gestão das contas públicas.

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