Lula nunca teve distância tão pequena em 5 vezes no 2º turno; veja
Com 4 participações anteriores no segundo turno, o candidato petista registra a menor margem de diferença

O presidente Lula exibe uma bandeira do Brasil após votar em escola de São Bernardo do Campo, em São Paulo
REUTERS/Brian Snyder
O cenário do segundo turno da eleição presidencial que coloca frente a frente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), separados por uma vantagem de 2,2 milhões de votos, estabelece um patamar inédito no histórico de disputas do atual chefe do Executivo.
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Ao longo de sua trajetória política, Lula chegou à segunda etapa do pleito em quatro ocasiões anteriores, acumulando uma derrota e três vitórias.
A primeira experiência ocorreu em 1989, quando o petista disputou contra Fernando Collor. Na ocasião, Lula terminou o primeiro turno em segundo lugar, com uma desvantagem de nove milhões de votos. Embora a campanha tenha conseguido reduzir a diferença na etapa seguinte, o candidato perdeu a eleição por quatro milhões de votos.
Anos depois, em 2002, Lula conquistou sua primeira vitória presidencial ao encerrar o primeiro turno com quase 20 milhões de votos à frente de José Serra, vantagem que permaneceu praticamente inalterada no segundo turno.
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Na disputa pela reeleição em 2006, contra Geraldo Alckmin, atual vice-presidente da chapa, Lula fechou a fase inicial na frente com quase sete milhões de votos, margem que ultrapassou a marca de 20 milhões de votos de diferença na contagem final.
No pleito mais recente, em 2022, o adversário foi Jair Bolsonaro, pai de Flávio. Lula também terminou o primeiro turno na liderança, com uma vantagem de 6,2 milhões de votos, que acabou reduzida a um terço no segundo turno.
Diante desse histórico, a atual distância de 2,2 milhões de votos que separa Lula e Flávio Bolsonaro representa uma configuração inédita para as campanhas do presidente.
