Marina e Soninha discutem adaptação a eventos climáticos em SP
O impacto do aquecimento global e as estratégias de prevenção a desastres naturais no território paulista marcaram o diálogo entre Marina Silva e Soninha

O impacto do aquecimento global e as estratégias de prevenção a desastres naturais no território paulista marcaram o diálogo entre Marina Silva e Soninha Francine no debate ao Senado por São Paulo. O bloco debateu a viabilidade do cumprimento das metas federais de transição ecológica e a necessidade de investimentos estruturais urgentes para proteger populações vulneráveis.
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Alerta para municípios paulistas em risco
Ao abrir o bloco, Marina Silva dimensionou a escala dos desafios ambientais que atingem o território nacional e estadual:
- No Brasil: 2.095 municípios estão formalmente mapeados sob risco de eventos extremos;
- No Estado de São Paulo: 177 cidades convivem com ameaças recorrentes de temporais, deslizamentos, estiagem e incêndios.
"São Paulo vive situação de escassez hídrica, vive situações de onda de calor e, em alguns casos, ventos de até 160 km/h com incêndios, como aconteceu em 2024. Onde as pessoas perdem suas casas, suas lavouras e suas vidas, como aconteceu em São Sebastião", declarou Marina ao questionar Soninha sobre as propostas para adaptar as diretrizes do Plano Clima à realidade paulista.
Soninha aponta gargalo habitacional e cobra recursos práticos
Em resposta, Soninha Francine afirmou que as soluções teóricas são conhecidas há décadas, mas sustentou que a adaptação urbana imediata é o ponto mais sensível diante da urgência das catástrofes:
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"Não tem muito mistério nem muita novidade. A gente já sabe há décadas o que precisa ser feito. Muitas coisas só vão dar resultado daqui a alguns anos na mitigação, mas a parte da adaptação é urgente", pontuou a candidata.
Soninha alertou para a complexidade social de intervir em aglomerações urbanas consolidadas em terrenos íngremes:
"Não é fácil agir na área de moradia quando você tem áreas muito extensas ocupadas por pessoas morando lá há muitos anos, áreas de encostas, áreas de R4, risco altíssimo. Você está falando de deslocamento de muita gente, ou gente que mora em locais que até outro dia não eram de risco, mas agora precisarão ser removidas. Você tem uma série de planos prevendo intervenções para daqui a 10 ou 20 anos, mas eles não são planos de fato porque não preveem recursos. Traduzir o que está no papel exige etapas, responsáveis e verbas."
Fundo Clima de R$ 27 bilhões e queda no desmatamento
Na réplica, Marina detalhou as ferramentas orçamentárias federais e rebateu a ideia de que as políticas em curso sejam meramente teóricas. A ex-ministra citou parceria com Fernando Haddad — a quem chamou de "nosso candidato a governador de São Paulo" — para alavancar os investimentos da área:
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"Fizemos o Fundo Clima sair de uma média de R$ 400 milhões para R$ 27 bilhões. Criamos o EcoInvest, que já apoia iniciativas como o Adapta Cidades e o Cidade Verde e Resiliente. No estado de São Paulo, o Adapta Cidades já conta com dez municípios pilotos implementando essas medidas", afirmou.
A candidata vinculou a liberação de aportes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para contenção de encostas e obras de drenagem ao cumprimento de metas de mitigação, ressaltando o recuo nas taxas de desmatamento em contraponto à gestão do ex-ministro Ricardo Salles.
Chegada dos candidatos à sede da Band
Os candidatos ao senado de São Paulo convidados para o debate chegaram à sede do Grupo Bandeirantes, na Zona Sul da capital, pouco antes das 21h30. Guilherme Derrite (PP) foi o primeiro a chegar, e parabenizou a emissora pelo debate entre os candidatos e disse ser fundamental para os eleitores.
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A candidata ao Senado pelo PSB, Simone Tebet, também falou sobre a importância do debate. "A Band mais uma vez inovando e abrindo espaço para o Senado Federal", disse.
O próximo a chegar foi Ricardo Salles, candidato pelo Novo. Ele falou sobre a expectativa para o encontro. "Debate é muito salutar, vamos discutir aqui assuntos que são relativos à representação de São Paulo", disse Salles.
Na sequência, chegou a candidata Marina Silva (Rede). Ela destacou a importância do evento e disse que o encontro faz a diferença para os eleitores na hora da votação.
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Quem são os sete candidatos convidados da noite
Seguindo critérios de representação política e acordos estabelecidos para a cobertura das Eleições 2026, sete nomes foram convidados para o debate ao Senado por São Paulo:
- André do Prado (PL): deputado estadual por São Paulo;
- Geraldo Rufino (Podemos): empresário e candidato ao Senado;
- Guilherme Derrite (PP): deputado federal e candidato ao Senado;
- Marina Silva (Rede): deputada federal por São Paulo e ex-ministra do Meio Ambiente;
- Ricardo Salles (Novo): deputado federal por São Paulo e ex-ministro do Meio Ambiente;
- Simone Tebet (PSB): ex-ministra do Planejamento e Orçamento e candidata ao Senado;
- Soninha Francine (Cidadania): jornalista e candidata ao Senado.
Onde assistir ao debate ao vivo e de graça na internet
- Acessar o site Band.com.br pelo navegador do celular;
- Assistir ao vivo pelo canal Band Jornalismo no YouTube;
- Ou utilizar o aplicativo Bandplay.
Em todas as opções, o sinal é aberto e não há cobrança de assinatura.
Como assistir ao debate ao vivo pelo celular
Para ter a transmissão na palma da mão com mais praticidade, a recomendação é usar o aplicativo Bandplay, disponível gratuitamente para celulares Android ou iOS. Veja como instalar e começar a usar:
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- Abra a loja de aplicativos do seu celular: Google Play para aparelhos Android ou App Store para dispositivos iOS.
- Na barra de pesquisa, digite "Bandplay" e selecione o aplicativo oficial da Band para fazer o download gratuito.
- Depois de instalar, abra o app e faça um cadastro rápido e seguro, informando os dados solicitados para criar seu acesso.
- No dia do debate, a partir das 21h30, entre no Bandplay, selecione a opção de transmissão ao vivo e acompanhe o evento de qualquer lugar, diretamente pelo celular.
Regras e formato do debate
O debate terá duração de duas horas e contará com mediação do jornalista Marco Antonio Sabino. O formato prevê três blocos temáticos, desenhados para estimular o confronto de ideias e a exposição das principais propostas dos candidatos.
Ao longo do programa, os participantes terão momentos de fala de três minutos e de comentário de dois minutos, em uma dinâmica de tempo autogerenciado no púlpito, que permite maior liberdade na organização dos argumentos.
No encerramento, cada candidato terá direito a 1 minuto e 30 segundos de fala final, espaço reservado para mensagens diretas ao eleitor e reforço de compromissos e prioridades.
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