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Eleições

Meio/Ideia: Lula tem 47,1% de rejeição; Flávio Bolsonaro tem 46,1%

Pesquisa eleitoral foca no teto de vidro dos candidatos à presidência em cenário onde os principais adversários encontram-se em empate técnico

2 min

30/09/2026 10:26 • Atualizado há 24 dias

Meio/Ideia: Lula tem 47,1% de rejeição; Flávio Bolsonaro tem 46,1%

O levantamento realizado pelo instituto Meio/Ideia, divulgado nesta quarta (30), aponta que Lula aparece com 47,1% de rejeição múltipla entre os eleitores. O atual presidente encontra-se em empate técnico com Flávio Bolsonaro, que registra 46,1% de respostas negativas. Os dados refletem o cenário em que os eleitores podiam escolher mais de um nome em quem não votariam de jeito nenhum para o cargo principal do Executivo nacional.

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Evolução histórica da rejeição

Ao analisar a linha do tempo, Flávio Bolsonaro cresceu 16,1 pontos percentuais em sua rejeição desde janeiro, quando marcava 30%. O candidato do PL apresenta uma curva de alta contínua ao longo do ano, chegando ao seu maior patamar no levantamento.

Por outro lado, Lula variou negativamente em relação ao pico registrado no início de agosto, quando bateu 48%. Contudo, o petista oscilou positivamente 0,5 ponto percentual em comparação à primeira pesquisa de setembro, indicando estabilidade na rejeição.

Nomes com espaço para crescer

Longe da polarização, outros candidatos apresentam índices significativamente menores, indicando maior espaço para atrair eleitores. O candidato Renan Santos tem 12% de rejeição múltipla na pesquisa atual.

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Na sequência do grupo com menor resistência, aparecem Romeu Zema com 11,6% e o governador goiano Ronaldo Caiado com 11%. O escritor Augusto Cury marca 8,8% de respostas negativas na amostra estimulada.

Quando questionados sobre qual candidato rejeitam de forma mais incisiva (rejeição principal única), o cenário de cristalização se repete. Lula lidera com 43,7%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro com 41,4%.

Motivos da rejeição

O estudo do instituto Meio/Ideia também investigou o principal motivo para a rejeição máxima aos presidenciáveis. A vinculação a casos de corrupção representa 54,1% das justificativas dadas pelos eleitores.

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A percepção de falta de propostas foi citada por 11,3%, enquanto 6,7% consideram o candidato radical. A falta de experiência é apontada por 3,7%, e 24% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi contratada pela empresa Meio/Ideia e ouviu 2.000 eleitores por telefone entre os dias 25 e 28 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está devidamente registrado no TSE sob o protocolo BR-08706/2026-BRASIL.