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Mendonça manda remover posts que dizem que Lula jogou bandeira no chão

Plataformas têm 24 horas para retirar 16 publicações

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06/10/2026 10:09 • Atualizado há 18 dias

Mendonça manda remover posts que dizem que Lula jogou bandeira no chão

O presidente Lula exibe uma bandeira do Brasil após votar em escola de São Bernardo do Campo, em São Paulo

REUTERS/Brian Snyder

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, na segunda-feira (5), a remoção de publicações nas redes sociais que afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva jogou a bandeira do Brasil no chão após votar no primeiro turno das eleições de 2026.

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A ordem atinge 16 publicações identificadas na decisão, distribuídas entre X, Threads, TikTok, Facebook e Instagram. As plataformas têm 24 horas, contadas a partir da notificação, para tornar os conteúdos indisponíveis.

Segundo Mendonça, uma gravação veiculada pela GloboNews mostra com clareza suficiente que a bandeira foi entregue a outra pessoa e não chegou ao chão. Na análise inicial do caso, o ministro considerou que essas imagens contradizem as postagens que apresentam como fato que Lula jogou, atirou ou deixou o símbolo nacional no chão.

A decisão atende parcialmente a um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais em uma ação contra Pablo Marçal, Maurício Luiz de Souza, conhecido como Maurício do Vôlei, e responsáveis por outros perfis nas redes sociais.

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De acordo com o relato apresentado pela coligação, Lula posou para fotografias segurando uma bandeira do Brasil ao lado de Geraldo Alckmin depois de votar. Ao fim do registro, os dois enrolaram a bandeira, que foi entregue pelo presidente a uma pessoa próxima.

Mendonça ressaltou, porém, que nem todos os ângulos das gravações permitem identificar com precisão o destino da bandeira. Por isso, afirmou que não é possível concluir, neste momento, que todas as interpretações críticas do episódio sejam falsas ou que os autores das publicações soubessem de uma eventual informação incorreta.

A ordem não alcança posts que apenas dizem que Lula amassou a bandeira, a manuseou de maneira inadequada ou demonstrou desrespeito ao Brasil. Para o ministro, essas manifestações expressam avaliações e interpretações políticas protegidas pela liberdade de expressão.

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“É precisamente nesse espaço de dúvida, interpretação e valoração que deve prevalecer a liberdade de expressão”, escreveu.

O ministro também destacou que, embora a votação do primeiro turno tenha terminado, a possibilidade de circulação e reprodução dos conteúdos durante o processo eleitoral justifica a medida.

A decisão é provisória e será submetida ao plenário do TSE. Os alvos da ação deverão apresentar defesa, e a Procuradoria-Geral Eleitoral será ouvida.