Meta admite falhas e remove perfis irregulares após ação de Lula
Empresa reconheceu bloqueio indevido de anúncios e erro na contagem de visualizações

Meta
REUTERS/Benoit Tessier
Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Meta informou ter removido sete perfis irregulares após uma representação apresentada pela coligação Brasil Pronto pra Mais, da campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A manifestação da empresa de tecnologia ocorre após questionamentos da campanha petista sobre o fluxo de anúncios e a suposta restrição ou inconsistência no alcance de conteúdos nas redes sociais.
No documento encaminhado ao ministro Marco Aurélio Bellizze, a Meta reconheceu três ocorrências questionadas pela coligação:
- A desativação indevida da conta de anúncios da campanha de Lula, em 23 de setembro;
- falha técnica na contagem de visualizações dos reels do Instagram, em 7 de outubro; e
- a permanência de sete contas que violavam as regras da plataforma, posteriormente removidas durante a apuração provocada pelo processo.
A empresa informou que o bloqueio da conta de anúncios foi resultado de um erro em seus mecanismos de identificação de fraudes e que o acesso foi restabelecido depois de pouco mais de uma hora.
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Sobre as visualizações, conforme a coligação, alegou que o problema atingiu usuários de mais de 100 países e não prejudicou a distribuição dos conteúdos.
O terceiro ponto envolve a identificação de perfis irregulares. A coligação havia levado à Justiça informações sobre uma suposta rede de 255 contas associadas à disseminação de conteúdos e práticas de desinformação.
A Meta analisou 35 perfis identificáveis no material citado na ação e informou ter desativado sete deles durante a investigação, seis por reincidência em violações e um por identidade enganosa. Outros quatro já estavam indisponíveis.
