'Votação apertada', 'histórico': Imprensa internacional repercute vitória de Lula
Jornal citou os resultados na Colômbia, no Chile, em Honduras, na Bolívia, no Peru, no Equador e na Costa Rica

Veículos de destaque da imprensa internacional publicaram matérias em que noticiam e analisam o impacto da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições brasileiras, neste domingo (25). Jornais como The Guardian, The News York Times e BBC colocam o resultado do pleito como uma derrota para o movimento conservador que avançou nas presidências da América Latina e tem recebido apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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As reportagens destacam que Lula derrotou Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado após perder a eleição de 2022.
A Reuters, dos Estados Unidos, analisou que a vitória de Lula pode "alterar as políticas econômicas do Brasil, sua abordagem em relação ao crime e à segurança, e seu relacionamento com os Estados Unidos".
O francês Le Monde aponta que "o Brasil não se deslocou definitivamente para a direita como a Argentina, o Chile ou a Colômbia", destacando o atual apoio dos países vizinhos ao presidente Donald Trump. Assim, o jornal coloca o Brasil como "um dos poucos bastiões progressistas da América Latina".
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O The New York Times aponta que a vitória de Lula interrompeu uma sequência de sete vitórias consecutivas de candidatos de direita em eleições presidenciais na região nos últimos 18 meses. O jornal citou os resultados na Colômbia, no Chile, em Honduras, na Bolívia, no Peru, no Equador e na Costa Rica.
A publicação também destacou que Lula, de 80 anos, apresentou sua candidatura como uma defesa da democracia e como uma forma de impedir o retorno da família Bolsonaro ao poder. O presidente brasileiro tem entrado em conflito com Trump, que tentou usar tarifas comerciais e sanções para evitar a prisão de Jair Bolsonaro.
New York Times cita polêmica sobre horário de votação
A reportagem do The New York Times também abordou a decisão de um juiz da Justiça Eleitoral brasileira de estender o horário de votação por duas horas, em razão de atrasos no transporte e de condições climáticas adversas.
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De acordo com o jornal, o encerramento tumultuado da votação levantou a possibilidade de contestação do resultado. Flávio Bolsonaro afirmou que as enchentes em uma região onde tinha vantagem eleitoral o prejudicariam. Lula, por sua vez, acusou agentes públicos de atrasarem deliberadamente o transporte coletivo em áreas nas quais havia obtido vantagem no primeiro turno.
O New York Times também ressaltou que a disputa ocorreu em meio a mais de uma década de conflitos políticos no Brasil. Jair Bolsonaro não pôde concorrer por ter sido condenado por tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022 e recebeu pena de 27 anos de prisão.
Eleição pode influenciar composição do Supremo
O jornal norte-americano destacou ainda que Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram propostas diferentes para temas como o combate ao crime organizado e a recuperação da economia brasileira.
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Segundo a publicação, o resultado poderá influenciar os rumos políticos do país nos próximos anos. O New York Times chamou atenção para o fato de que o próximo presidente terá o direito de indicar quatro integrantes para o Supremo Tribunal Federal (STF), que possui 11 ministros.
The Guardian destaca 'semana de agonia' e feito histórico
O The Guardian, do Reino Unido, afirmou que Lula protagonizou "um retorno sem precedentes semanas após perder por pouco o primeiro turno das eleições" para Flávio Bolsonaro.
O jornal destaca o cenário de apreensão da campanha e do eleitorado nas últimas três semanas e destacou a vitória inédita de virada no segundo turno. Ainda atribui o resultado exitoso da votação ao esforço de Lula de convocar os brasileiros a comparecer nas urnas, o que levou a uma diminuição da abstenção: de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo.
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O The Guardian ainda define a vitória de Lula como "má notícia" para Jair Bolsonaro, destacando que o ex-presidente cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
BBC diz que vitória de Lula é "grande derrota" para Bolsonaro
A BBC definiu a disputa no segundo turno como "votação apertada" e que contraria uma ampla tendência de votação à direita dos eleitores na América Latina neste momento. A correspondente do veículo em Brasília, Ione Wells, afirma que a vitória de Lula "é uma grande derrota para Bolsonaro" e que "nenhum candidato deixou de conquistar a presidência após vencer o primeiro turno". O jornal também destacou a prorrogação para o fechamento das urnas por intercorrências em estados.
Clarín aponta virada inédita, crise econômica e pressão das abstenções
O argentino Clarín descreveu a eleição brasileira como uma disputa acirrada marcada por grande incerteza, na qual Lula obteve uma vitória inédita de virada no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
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O veículo destacou a mobilização de novos eleitores e a redução das abstenções — que haviam atingido níveis recordes na primeira votação — como fatores decisivos para a recuperação do petista, impulsionada pelo engajamento popular e pelo apoio do eleitorado idoso.
O jornal enfatizou o cenário socioeconômico adverso enfrentado por Lula, notadamente o forte endividamento das famílias de baixa renda, que fragilizou sua base tradicional e explicava a vantagem de Flávio no primeiro turno.
Além disso, o Clarín observou o crescimento expressivo do Partido Liberal (PL) no Congresso, o que exigirá do presidente articulações permanentes com o Centrão para conseguir governar. A publicação abordou ainda as denúncias sobre transporte de eleitores, o apoio da Casa Branca e de Donald Trump à oposição e o peso dos escândalos de corrupção sobre o eleitorado.
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Le Monde destaca 'resultado surpreendente'
O jornal francês coloca a vitória de Lula como um desafiador de todas as previsões, em referência às pesquisas eleitorais (que mostravam empates técnicos com Flávio na liderança) e ao primeiro turno, em que Flávio liderou e saiu vitorioso.
Ainda destacou a diminuição da taxa de abstenção e relembrou as duas primeiras eleições de Lula, além do envolvimento do presidente na candidatura de sua sucessora, Dilma Rousseff (PT), que sofreu um impeachment em 2016.
Apuração minuto a minuto no portal Band.com.br
Para acompanhar o resultado das Eleições 2026 detalhados pelo celular ou pelo computador, o portal Band.com.br disponibiliza uma ferramenta completa de apuração em tempo real integrada aos sistemas de totalização do TSE.
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O leitor poderá consultar minuto a minuto a contagem oficial de votos para a Presidência da República e para governos que foram para o segundo turno.
Onde assistir a transmissão especial do segundo turno na Band
Para assistir a programação especial de domingo ao vivo, você tem as seguintes opções:
- Acessar o site Band.com.br pelo desktop ou celular;
- Assistir ao vivo pelo canal Band Jornalismo no YouTube; por lá, a cobertura da apuração começa às 16h.
- Ou utilizar o aplicativo Bandplay (Android e iOS).
Datas importantes até a posse dos eleitos em 2027
O calendário das Eleições 2026 segue prazos constitucionais e normas definidas pelo TSE:
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- 3 de novembro: reabertura oficial do Cadastro Eleitoral nos cartórios de todo o país;
- 18 de dezembro: data-limite para a diplomação das candidatas e dos candidatos eleitos;
- 5 de janeiro de 2027: posse oficial do presidente e do vice-presidente da República eleitos;
- 6 de janeiro de 2027: posse dos governadores e vice-governadores eleitos nos 26 estados e no Distrito Federal.
