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Renan faz "convocacão à guerra" e pede: "Produzam conteúdos aos milhares"

Alvo de uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a campanha digital de sua chapa presidencial, o candidato do

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01/09/2026 11:59 • Atualizado há 54 dias

Renan faz "convocacão à guerra" e pede: "Produzam conteúdos aos milhares"

Alvo de uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a campanha digital de sua chapa presidencial, o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, gravou um áudio direcionado a seguidores e apoiadores no aplicativo Valete Plus. Na mensagem, intitulada "Convocação à guerra", pediu uma mobilização em massa nas redes sociais para ganhar tempo enquanto sua defesa tenta reverter a medida na Justiça.

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A decisão de Toffoli, tomada no último domingo (30), ocorreu após o entendimento de que a campanha deixou de informar tempestivamente à Justiça Eleitoral perfis de propaganda utilizados na internet, o que, segundo o magistrado, configuraria omissão de informações obrigatórias e uso do prazo de diligências em desvio de finalidade. Com a determinação, ficaram suspensas as propagandas da chapa majoritária por meio de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens, além de restringir a participação de Renan em debates.

No áudio enviado aos apoiadores, Renan relatou estar reunido com sua equipe definindo estratégias jurídicas, de campanha e de uso das plataformas digitais para mensurar o impacto da paralisação. A principal tônica da mensagem foi um apelo direto por volume de publicações.

Vocês precisam produzir muito conteúdo e ter muita visualização. Produzam conteúdos aos milhares. Precisamos de 10, 20, 30 mil pessoas gravando vídeos, falando por que me apoiam, falando o que está acontecendo por dois, três dias. Se eu recupero as redes eu tento compensar, vou fazer o meu melhor pra isso. Me garantam esses dias porque podem fazer toda a diferença. Preciso de vocês nisso. É um pedido, uma convocação, eu preciso de todo mundo botando energia

Para ilustrar o objetivo da estratégia, o candidato recorreu a uma referência histórica, comparando o momento digital de sua base com a tática militar da Antiguidade:

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"A batalha dos 300 de Esparta não era sobre eles vencerem a guerra com os persas, era ganharem tempo para que os atenienses e as demais cidades-estados gregas pudessem se reorganizar. Eu preciso que vocês ganhem tempo pra eu poder me reorganizar."

Renan também criticou o impacto das medidas restritivas e o que classificou como um "apagamento" de sua imagem na internet, citando episódios recentes de exclusão de conteúdos e restrições em veículos de comunicação. "O que eles fizeram foi muito horrível. A Globo tirou do ar a sabatina comigo. Até o conteúdo que eu já tinha feito, estava crescendo com muitas visualizações, caiu. Isso é muito pesado, é como se fosse um apagamento", afirmou, acrescentando que enfrentava limitações financeiras e estruturais na disputa: "Eu já não tinha as maiores redes sociais, mas elas estavam muito engajadas. Eu não tenho dinheiro para impulsionamento, então a gente estava em uma situação muito difícil, mas a gente estava lutando, estava crescendo".

Preocupação com o futuro do Missão

O candidato avaliou ainda que a penalização partiu de detalhes processuais mínimos e demonstrou preocupação com o efeito cascata sobre outros candidatos de sua legenda.

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"Ele se apegou a uma coisa minúscula para gerar um dano gigante. A tendência nessa eleição agora será essa: qualquer coisa, qualquer documento que não for juntado na peça será usado para atrapalhar a volta das redes sociais", disse. "Me deixa muito triste porque, se destrói a minha candidatura, eu não sou trouxa, sei que isso tem um efeito muito grande não só pra nossa chance de ganhar as eleições, mas também para os nossos deputados federais e estaduais, governadores e senadores. A gente ferraria a candidatura deles. Então eu fico com um peso gigante de não poder errar na ação."

Apesar das críticas à decisão judicial e a adversários, Renan pontuou solidariedade recebida de diferentes setores do espectro político e da imprensa após o ocorrido.

"Fiquei muito feliz de receber tanto apoio como nós recebemos hoje, da imprensa e de nossos adversários políticos, salvo raras exceções, os espíritos de porco que não se comportaram direito. Boa parte do bolsonarismo se comportou direito, a esquerda não se comportou direito, o Eduardo Bolsonaro foi espírito de porco. Todos os candidatos a presidente, tirando o Lula, se pronunciaram e eu fico muito feliz", concluiu. https://www.youtube.com/watch?v=8g9H_dWMYSM

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