Renan Santos ataca ensino no Brasil e promete 'revolução' na educação
Candidato à Presidência da República pelo Missão critica analfabetismo funcional e propõe punição a prefeitos

Durante o debate presidencial organizado pelo Grupo Bandeirantes neste domingo (23), o candidato do partido Missão, Renan Santos, apresentou suas propostas para a educação e criticou a atual gestão do setor no Brasil.
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O candidato criticou o índice de analfabetismo funcional no país e defendeu mudanças profundas no ensino básico e na formação dos estudantes.
Há no Brasil uma sabotagem ao ensino fundamental. Crianças não estão sendo mais alfabetizadas com o método tradicional, com o método fônico. Dois, quando eu falo do professor, o professor perdeu a autoridade dentro da sala de aula. Um aluno vai e levanta a voz com o professor e o professor não dispõe de autoridade – Renan Santos
Renan Santos (Missão) também questionou os investimentos na área, apontando um desequilíbrio nos repasses orçamentários.
Por mais que o Brasil gaste no ensino superior o que se gasta nas nações do OCDE, no ensino básico a gente gasta muito pouco. A gente está financiando universidades públicas caríssimas que não estão melhorando o nosso desempenho nos rankings internacionais. Isso é muito feio, isso é terrível. Mas isso é um projeto de nação – Renan Santos.
Para o candidato, a permanência do problema atende a interesses políticos visando votos em eleições.
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Se o analfabetismo funcional existe no Brasil, ele se tornou, vamos dizer, recorrente, é porque há praticamente um projeto de Brasil que vê o cidadão pouco qualificado como uma massa de manobra para fins eleitorais. Eu falo isso com muita tristeza, porque o dinheiro existe, não existem metas educacionais construídas para que um professor numa escola básica, na maior parte dos municípios do Brasil, melhore o desempenho dele – Renan Santos.

Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão | Crédito: Reprodução/Band
Como solução, o candidato do Missão anunciou a intenção de criar a Lei de Responsabilidade Gerencial. A proposta condiciona os repasses a municípios e prevê punições severas a gestores que descumprirem metas do setor.
Eu tenho um projeto que chama Lei de Responsabilidade Gerencial, que vai fazer o seguinte, em vez de um governador ou um prefeito, especialmente os prefeitos, gastar dinheiro com o show do Wesley Safadão, como acontece em muitos municípios do Brasil, ele terá que gastar com segurança, saúde, educação, especialmente educação básica. Melhorando o desempenho da educação básica, aquele município poderá receber mais dinheiro. Se o prefeito não entrega isso e torna os seus jovens analfabetos funcionais, nós vamos para cima do prefeito. O prefeito pode se tornar inelegível – Renan Santos.
Chegada dos candidatos à sede da Band
Os candidatos à Presidência começaram a chegar na sede da Band a partir das 18h. Renan Santos (Missão) foi o primeiro, e fez críticas às ausências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O postulante também exibiu fraldas com os nomes dos dois adversários.
O segundo candidato que chegou à emissora foi o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também citou as ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Infelizmente dois fujões não estão presentes”, disse Caiado.
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Já Augusto Cury (Avante) fez um protesto pela ausência dos candidatos, e anunciou que não participaria do evento. No fim, Cury voltou atrás em sua decisão e optou por participar do debate.
Regras do debate
Os candidatos podem caminhar pelo estúdio e gerenciar o próprio tempo sob o controle de um cronômetro na tela. Aqueles que optaram por não comparecer são representados no palco por uma cadeira e um púlpito vazio.
- 1º Bloco: Início com perguntas dos mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oineg (respostas de 2 minutos por candidato). Em seguida, primeiro confronto direto: quem perguntou tinha 1 minuto; quem respondeu administrou um banco de 4 minutos entre a resposta e a tréplica; e o autor da pergunta tinha 1 minuto para réplica. Cada candidato só pôde ser escolhido para responder uma vez nesta rodada.
- 2º Bloco: Momento para perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes. O candidato sorteado para responder tinha 4 minutos para dividir entre resposta e réplica. Outro candidato foi escolhido para comentar a fala em 1 minuto.
- 3º Bloco: O modelo de confronto direto do primeiro bloco (perguntas de 1 minuto, respostas de 4 minutos e réplicas de 1 minuto) foi repetido. Por fim, considerações finais com 1 minuto e meio para cada candidato.
Os candidatos têm direito de resposta a ofensas de cunho pessoal ou moral, que serão avaliadas em tempo real por uma comissão jurídica e jornalística da emissora. Caso o pedido seja aceito, o candidato ofendido ganha 1 minuto exclusivo para se posicionar no mesmo bloco.
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Quando será o próximo debate eleitoral?
- 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
- 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
- 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
