Reveja momentos importantes do debate Flávio x Lula na Band
Primeiro debate realizado no segundo turno foi marcado por momentos de tensão e embates entre os candidatos
O primeiro debate no segundo turno entre os candidatos à Presidência da República, realizado na TV Bandeirantes na noite deste domingo (19), foi marcado por embates diretos e trocas de acusações entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Em um encontro decisivo, os presidenciáveis apresentaram propostas opostas e confrontaram suas trajetórias em temas centrais para o eleitorado, como segurança pública, sistema de saúde, direitos trabalhistas e endividamento das famílias.
Abaixo, veja os principais destaques que movimentaram o debate da Band:
Combate ao Crime
O confronto sobre segurança pública colocou em evidência duas visões antagônicas para o setor.
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Flávio Bolsonaro: Prometeu classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas a partir de janeiro do próximo ano, declarando "guerra ao narcoterrorismo". O candidato defendeu a recuperação do controle das ruas e a criação de mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário para garantir a permanência dos criminosos na prisão.
Lula: Destacou a aprovação da lei antifacção e o aumento das penas durante sua gestão, afirmando que o combate ao crime ocorre "da esquina ao andar de cima". Lula ressaltou que, com a aprovação da PEC da Segurança pelo Senado, criará o Ministério da Segurança Pública para atuar diretamente nos estados, focando na proteção do trabalhador e na prisão de criminosos.
Saidinha de Presos
A legislação sobre o benefício de saída temporária de detentos gerou embate direto.
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Flávio Bolsonaro: Questionou a posição do adversário em relação ao direito à "saidinha", lembrando que o atual governo vetou o fim do benefício e que o Congresso Nacional precisou derrubar o veto, criticando o acionamento da Justiça para tentar manter a medida.
Lula: Defendeu critérios rígidos para o benefício, argumentando que a saída temporária para ver a família deve ser restrita a detentos com bom comportamento e em processo de recuperação. Ressaltou que condenados por crimes graves, estupro ou violência contra a mulher não têm direito ao benefício.
Saúde Pública
O modelo de gestão e a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS) dividiram as propostas:
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Flávio Bolsonaro: Anunciou a indicação de Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Albert Einstein, para o Ministério da Saúde, afirmando o objetivo de implementar o "padrão Einstein" no SUS. O candidato criticou os 20 anos de gestão do PT, citando a falta de medicamentos básicos como dipirona nos postos de saúde.
Lula: Criticou a proposta do adversário, questionando se a medida representaria uma tentativa de privatização do SUS e apontando a falta de vivência de Flávio na rede pública e em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Lula defendeu seu legado, afirmando ter feito o máximo possível pela saúde do país.
Fim da Escala 6x1
A proposta de mudança na jornada de trabalho gerou discussões sobre a relação dos candidatos com os trabalhadores:
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Flávio Bolsonaro: Justificou seu voto a favor do fim da jornada 6x1 após ouvir demandas da população durante viagens pelo país. Prometeu um governo focado na valorização do trabalhador, criticando a falta de segurança pública enfrentada pela população em dias de folga.
Lula: Argumentou que o adversário não possui proximidade com a rotina dos trabalhadores e nunca utilizou transporte público ou trabalhou na iniciativa privada. O candidato afirmou que, para Flávio, a realidade do mundo do trabalho é "coisa de ficção".
Dívidas das Famílias
O alívio financeiro para famílias endividadas e o crédito popular também foram abordados.
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Lula: Relembrou a medida provisória que permitiu a negociação de dívidas no valor de até R$ 300 bilhões por meio de leilões bancários, oferecendo descontos de até 92% para que a população possa reestruturar suas finanças.
Flávio Bolsonaro: Prometeu a compra de dívidas bancárias pelo governo por valores reduzidos, acompanhada de uma queda rápida na taxa de juros. Para pessoas físicas, o plano prevê o congelamento de boletos e dívidas por seis meses no início de sua gestão.
