Saiba quanto custou cada voto de Lula e Flávio Bolsonaro no 1º turno
Os 2 mais votados registraram valores por voto praticamente idênticos; outros nomes variaram de R$ 0,02 a R$ 63,70

Fotomontagem dos candidatos à Presidência, Lula (à esq.) e Flávio Bolsonaro (à dir.)
Ricardo Stuckert-27.set.2026/Divulgação e Divulgação
A relação entre o custo total das campanhas à Presidência e a preferência conquistada nas urnas expõe com clareza o efeito de escala no marketing eleitoral. Quanto maior a votação absoluta de um candidato, mais o investimento financeiro se dilui no custo unitário por voto. No primeiro turno presidencial, os dois líderes da corrida — Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) — demonstraram um nível de eficiência orçamentária por eleitor muito semelhante, separados por apenas dois centavos.
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O duelo no topo: eficiência impulsionada pela escala
Flávio Bolsonaro (PL), que liderou a votação no primeiro turno com 56.104.503 votos (47,03%), declarou um total de despesas de R$ 67.388.405,50. O cálculo final aponta para um custo de R$ 1,20 por voto.
Já o candidato Lula (PT), segundo colocado na disputa com 53.879.538 votos (45,16%), movimentou R$ 65.643.682,77 em despesas de campanha. Isso resultou em um custo unitário de R$ 1,22 por voto.
A proximidade nos valores reflete como campanhas presidencialistas de grande porte e alta penetração nacional otimizam o investimento financeiro por meio da massificação da imagem e do apelo partidário consolidado.
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A 'terceira via' e as campanhas intermediárias
Logo abaixo dos dois primeiros colocados, o comportamento dos orçamentos variou consideravelmente conforme a estratégia e o desempenho nas urnas:
- Escritor Augusto Cury (Avante): Destaque em eficiência orçamentária. Com 3.448.569 votos (2,89%) e despesas de R$ 545.490,91, alcançou um custo de apenas R$ 0,16 por voto.
- Renan Santos (Missão): Obteve 2.675.887 votos (2,24%) gastando R$ 1.286.828,37, o que representou R$ 0,48 por voto.
- Ronaldo Caiado (PSD): Com investimento expressivo de R$ 22.007.405,50 e um total de 2.605.148 votos (2,18%), viu seu custo por voto atingir R$ 8,45.
- Romeu Zema (Novo): Registrou 326.488 votos (0,27%) para um orçamento de R$ 5.177.626,55, resultando em R$ 15,86 por voto.
Os extremos: do voto mais caro à campanha de custo irrisório
Nos partidos com menor representatividade ou candidaturas de nicho, a relação entre gastos e votação gerou as maiores discrepâncias da eleição:
- O voto mais caro do pleito: Veterinário Wilson Grassi (Democrata) teve o maior custo unitário da eleição. Com despesas de R$ 1.075.399,66 para 16.881 votos (0,01%), cada voto conquistado custou R$ 63,70.
- Custos elevados por baixa diluição: Candidaturas como a de Clariana Barão (DC) (R$ 24,94 por voto, R$ 998.569,68 para 40.043 votos) e Hertz Dias (PSTU) (R$ 24,37 por voto, R$ 1.050.232,71 para 43.103 votos) superaram a marca de R$ 24,00 por eleitor. Samara Martins (UP) registrou R$ 5,30 por voto (R$ 651.453,76 para 122.911 votos).
- A menor média: No outro extremo, Rui Costa Pimenta (PCO) declarou gasto de R$ 250,49. Com 15.024 votos (0,01%), obteve o menor custo unitário da eleição: R$ 0,02 por voto.
- Aporte enxuto: Edmilson Costa (PCB) gastou R$ 23.624,22 e obteve 22.693 votos, gerando um custo médio de R$ 1,04 por voto.
Quadro geral da eleição

