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Canal Livre

Schüler: 'Conceito de bolsonarismo será revisto após derrota de Flávio'

Para o especialista, a rejeição ao bolsonarismo teve influência no resultado eleitoral

3 min

25/10/2026 23:28 • Atualizado há 2 horas

O cientista político e comentarista do Canal Livre Fernando Schüler avaliou que o bolsonarismo pode passar por mudanças após a eleição presidencial deste domingo (25), com o surgimento de novas lideranças no campo da direita. Em análise exibida pela Band após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, ele apontou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um dos nomes que devem ganhar atenção nos próximos quatro anos, de olho na disputa presidencial de 2030.

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Para Schüler, a rejeição ao bolsonarismo teve influência no resultado eleitoral. Ele argumentou que a disputa foi marcada pela força da rejeição ao campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em vez de se concentrar apenas nas propostas dos candidatos. Na avaliação do cientista político, os partidos também priorizaram a eleição de deputados federais e investiram menos na formação de nomes competitivos para a Presidência da República.

“Quando você tem um governo que metade do país reprova com um candidato de altíssima rejeição, você traz a eleição para a rejeição”, afirmou.

Direita pode ter novas lideranças

Schüler citou o senador Sérgio Moro (União Brasil), o governador Tarcísio de Freitas e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como exemplos de lideranças com perfis distintos no campo conservador. Ele também mencionou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ao comentar a diversidade de nomes que disputam espaço nesse espectro político.

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Na avaliação do comentarista, o conceito de bolsonarismo pode ser revisto gradualmente com a ascensão de outras lideranças. Embora tenha reconhecido a força eleitoral de Bolsonaro e sua capacidade de mobilizar eleitores e eleger integrantes da própria família, Schüler questionou se o movimento constitui um programa político definido.

“É evidente que o Bolsonaro é o líder, é o principal líder desse campo da direita. Então converge, ele tem popularidade, ele arrasta pessoas, ele elege muita gente, elegeu toda a família”, disse.

Em seguida, o cientista político ponderou que a influência do ex-presidente não significa necessariamente a existência de um conjunto de ideias compartilhado por todos os integrantes do movimento. Para ele, a direita reúne correntes com propostas econômicas semelhantes, mesmo quando seus representantes disputam o protagonismo político.

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Tarcísio é apontado como nome para 2030

Ao projetar o cenário para a próxima eleição presidencial, Schüler afirmou que Tarcísio de Freitas deve estar no centro das atenções do debate político nos próximos quatro anos. O governador paulista não poderá disputar uma nova reeleição consecutiva ao governo do estado em 2030, o que abre espaço para especulações sobre seus próximos passos políticos.

“O Brasil inteiro vai olhar para ele nos próximos quatro anos, que é o governador de São Paulo”, afirmou o comentarista ao falar sobre os possíveis nomes da direita para a próxima disputa presidencial.

Schüler também destacou que a tentativa de Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, de conquistar espaço próprio no campo conservador não resultou no crescimento esperado durante a campanha. Segundo ele, o episódio demonstrou a força eleitoral que Bolsonaro e sua família ainda mantêm entre os eleitores de direita.

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O cientista político, no entanto, avaliou que a eleição abre caminho para mudanças na organização desse campo político. Para ele, a renovação dos nomes e das pautas deve ocorrer também na esquerda, alterando os termos do debate político brasileiro até a disputa de 2030.