Senado terá maior bancada feminina da história; só 1 mulher é eleita governadora
As eleições de 2026, realizadas neste domingo (4), ampliaram a presença feminina no Senado, mas mantiveram baixa a ocupação de mulheres nos governos

Michelle Bolsonaro, Carol de Toni e Raquel Lyra estão eleitas
PL/Câmara dos Deputados/Canal Livre
As eleições de 2026, realizadas neste domingo (4), ampliaram a presença feminina no Senado, mas mantiveram baixa a ocupação de mulheres nos governos estaduais: 12 senadoras foram escolhidas para 54 vagas em disputa, enquanto apenas Raquel Lyra (PSD) garantiu, já no primeiro turno, a reeleição ao comando de Pernambuco.
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Segundo levantamento da Agência Senado, este é o maior número de mulheres eleitas para a Casa em um único pleito desde a redemocratização. Com as novas senadoras e as parlamentares que têm mandato até 2031, a projeção é de 18 mulheres em exercício a partir de fevereiro de 2027, o equivalente a 22,2% das 81 cadeiras.
Entre as 12 novas senadoras estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL-DF), que, ao lado de Damares Alves (Republicanos-DF), formarão a primeira bancada integralmente feminina do Distrito Federal, além de nomes como Marília Campos (PT-MG), Marília Arraes (PDT-PE) e Luizianne (Rede-CE). Com a eleição de Rayssa Furlan (Podemos-AP), o Amapá passa a ter sua primeira representante mulher no Senado; o Piauí segue como a única unidade da Federação que nunca elegeu uma senadora.
A Agência Senado registra que o número de candidatas ao cargo também cresceu: 70 mulheres disputaram as vagas em 2026, o equivalente a 21,94% das candidaturas, acima das 58 de 2022 e das 63 de 2018. Mesmo assim, a bancada feminina continuará representando pouco mais de um quinto do Senado na próxima legislatura.
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Executivo segue dominado por homens
No campo dos governos estaduais, o avanço é bem mais tímido. Além da reeleição de Raquel Lyra em Pernambuco, outras quatro mulheres seguem na disputa do segundo turno, marcado para 25 de outubro: Mailza Assis, no Acre, contra Alan Rick; Professora Maria do Carmo, no Amazonas, em confronto com Omar Aziz; Celina Leão, no Distrito Federal, frente a Leandro Grass; e Professora Dorinha, em Tocantins, com Vicentinho Júnior como adversário.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se todas elas vencerem, o país poderá ter até cinco governadoras a partir de 2027, o maior número de mulheres diretamente eleitas para o cargo em uma única eleição. Hoje, Acre e Distrito Federal já são governados por Mailza Assis e Celina Leão, que assumiram após a renúncia dos titulares e agora buscam legitimar o mandato nas urnas.
Contraste reforça desafio da representação
O histórico recente mostra como a presença feminina nos Executivos estaduais ainda é rara: entre 2010 e 2022, apenas cinco mulheres foram eleitas governadoras. Os resultados de 2026 evidenciam o contraste entre o avanço no Senado e a lenta ocupação dos principais cargos do Executivo, indicando que a participação feminina segue distante da paridade tanto na Câmara Alta quanto nos governos estaduais.
