TSE manda Flávio e aliados removerem vídeo fake que critica ato pró-Lula
A ordem judicial estipula que o conteúdo seja retirado do ar no prazo de até 24 horas após a intimação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção imediata de uma peça publicitária veiculada por aliados políticos da campanha de Flávio Bolsonaro. A decisão foi proferida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que atendeu a um pedido liminar feito pela Coligação Brasil Pronto pra Mais contra publicações efetuadas por Pablo Marçal, Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro nas redes sociais. A ordem judicial estipula que o conteúdo seja retirado do ar no prazo de até 24 horas após a intimação.
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A representação eleitoral apontou que o vídeo utilizava uma montagem com cenas gravadas no Chile para simular que uma jovem estaria consumindo cocaína durante a Marcha da Maconha, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com os documentos apresentados no processo, a gravação original havia sido publicada em 10 de outubro por um perfil na rede social X (antigo Twitter), um dia antes da realização do ato em solo paulista.
Grave manipulação e descontextualização
Ao analisar o caso, o ministro relator destacou que a edição do material teve o objetivo claro de induzir o público ao erro. Segundo Bellizze, a inserção de imagens antigas e gravadas em outro país no contexto de uma manifestação recente, sem a devida identificação de data e origem, caracteriza uma "grave manipulação por descontextualização".
O magistrado ressaltou ainda que a conduta ganha contornos mais severos pelo fato de a imagem adulterada ter sido utilizada para sustentar acusações generalizadas sobre o consumo de substâncias ilícitas no evento, atreladas a pedidos explícitos de voto. Para o tribunal, a estratégia buscou conferir uma falsa aparência de veracidade a alegações infundadas, ferindo as regras do pleito eleitoral.
