Emanuel Pessoa: “Flávio perdeu para ele mesmo”
Advogado avalia que declarações e postura do senador durante a campanha contribuíram para o resultado eleitoral.

O advogado e colunista, Emanuel Pessoa, afirmou que Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial devido a erros cometidos durante a própria campanha. A avaliação foi feita durante participação no programa Jornal Gente, no qual o especialista analisou a postura do senador no segundo turno e as declarações que, segundo ele, forneceram munição política à campanha adversária.
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“Flávio perdeu, tá? O Flávio perdeu, e ele não perdeu para o Lula, tá? Ele perdeu para ele mesmo”, declarou Pessoa ao iniciar sua análise no estúdio.
Para o advogado, o candidato demonstrou excesso de confiança após o resultado do primeiro turno ao antecipar discussões sobre eventuais mudanças constitucionais e a montagem de um futuro governo. Pessoa citou conversas de bastidor sobre a possibilidade de nomeação de familiares para cargos públicos, além da indicação antecipada de nomes para compor os ministérios.
Na avaliação do colunista, esse comportamento gerou resistência em parcelas do eleitorado e ofereceu argumentos para que a oposição questionasse as reais intenções da candidatura.
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Declarações deram munição à campanha adversária
Emanuel Pessoa destacou que o debate sobre alterações na Constituição acabou sendo explorado para alimentar o receio de que uma vitória de Flávio pudesse comprometer a realização de pleitos futuros.
O advogado classificou como falsa a tese de que o candidato acabaria com o sistema eleitoral, mas argumentou que as próprias falas do senador sobre mudanças constitucionais abriram margem para essa interpretação. Segundo Pessoa, eleitores indecisos ou sem identificação direta com o PT acabaram optando por Lula por receio de instabilidade institucional.
Críticas à comunicação e postura nos debates
Durante a análise, Pessoa também criticou declarações de Eduardo Bolsonaro sobre a possibilidade de o irmão deixar o país caso perdesse a disputa. Para o especialista, posicionamentos desse tipo prejudicam alianças políticas ao fornecer narrativas exploradas pela campanha rival.
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O comportamento de Flávio nos debates presenciais também foi apontado como fator negativo. O colunista citou o uso de provocações típicas de redes sociais, avaliando que esse tipo de discurso dialoga bem com a base militante, mas falha em atrair o eleitor moderado e indeciso.
Ao concluir sua análise, Pessoa sustentou que o resultado da eleição não pode ser atribuído exclusivamente à força do adversário, mas sim a um conjunto de falhas estratégicas, soberba política e erros de comunicação ao longo da reta final da campanha.
