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Política
Jornal da Band

Fachin quis frear "atropelo de prazos" ao suspender decisões, avalia STF

Fachin marca para o dia 15 sessão que vai decidir se corte abre investigação sobre relação de Moraes com Vorcaro

2 min

09/09/2026 19:56 • Atualizado há 45 dias

Fachin quis frear "atropelo de prazos" ao suspender decisões, avalia STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin, marcou para o próximo dia 15, às 10h, uma sessão plenária no Tribunal, em Brasília, para julgar o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

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Fachin também suspendeu decisões recentes de colegas da Corte, anulando os atos de André Mendonça e de Flávio Dino sobre a troca do comando da PF com o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues. Na avaliação do STF, o presidente do Supremo buscou "frear o atropelo de prazos" e "conter a crise institucional" que começou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o escândalo do Banco Master.

Plenário vai decidir se abre investigação contra Moraes

A sessão do dia 15 analisará o relatório produzido pela Polícia Federal que trata da atuação de Moraes e de sua relação com Vorcaro no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.

Nessa reunião, todos os ministros do STF vão decidir se a corte abre ou não uma investigação formal contra Moraes com base nas conclusões apresentadas pela PF.

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De acordo com auxiliares, a presidência do Supremo vinha sendo cobrada interna e externamente a dar uma resposta sobre o relatório, o que motivou a marcação da sessão.

Segundo interlocutores de Edson Fachin, o ministro avalia que, uma vez esclarecida essa questão, o ambiente interno do tribunal tende a ficar menos turbulento.

Fachin suspende decisões e mantém comando da PF

Mais cedo, Fachin suspendeu decisões recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas à cúpula da Polícia Federal e decidiu manter o diretor-geral Andrei Rodrigues no comando da corporação.

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Integrantes do STF afirmam que a medida busca interromper o atropelo de prazos e conter a crise institucional que se aprofundou a partir de despachos ligados às investigações sobre o chamado escândalo do Banco Master.

Antes da intervenção de Fachin, Flávio Dino havia reconduzido Andrei Rodrigues ao cargo e também o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada.

O afastamento dos dois tinha sido determinado por André Mendonça e confirmado pela maioria da Segunda Turma do Supremo.

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Processo contra Mendonça segue sem data definida

Paralelamente, segue em aberto o processo disciplinar contra André Mendonça, solicitado por Alexandre de Moraes, que alega ter havido parcialidade do colega ao tratar de temas ligados ao Banco Master.

Esse procedimento ainda não tem data marcada para julgamento, o que mantém em aberto um dos pontos centrais da crise que hoje envolve ministros do STF e o comando da Polícia Federal.