Flávio após sair do Brasil: 'Não me arrependo de nada do que fiz'
No texto, ele volta a falar sobre a intimação para a entrega do passaporte, ocorrida após visita ao pai

Brazilian presidential candidate Flavio Bolsonaro of the Liberal Party (PL) reacts as he speaks after losing the presidential runoff election, in Brasilia, Brazil October 25, 2026. REUTERS/Adriano Machado TPX IMAGES OF THE DAY
Adriano Machado/Reuters
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL derrotado à Presidência, afirmou neste domingo (1°) em publicação nas redes sociais, que não se arrepende de nada do que fez. No texto, ele volta a falar sobre a intimação para a entrega do passaporte, ocorrida após visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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"Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras", reclamou, completando:
"Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre".
Flávio afirmou considerar que isso não seria "democracia' e que estaria "longe de ser um processo judicial justo e imparcial"
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"Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta", diz Flávio, que não foi alvo de busca e apreensão.
Flávio disse ter enfrentado um "sistema" que quer que as coisas continuem como estão. "Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: 'Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos.' (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016)", em referência a uma fala do ministro do STF quando era advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato.
