Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
00horas
:
00min
:
00seg
Política

Flávio Bolsonaro pede a Trump que classifique CV e PCC como terroristas

Pré-candidato à Presidência afirmou que os grupos "controlam territórios inteiros no Brasil pela força" e que isso é atitude de grupo terrorista, e não de gangue

3 min

26/05/2026 20:51 • Atualizado há 151 dias

Flávio Bolsonaro pede a Trump que classifique CV e PCC como terroristas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que pediu formalmente ao presidente americano, Donald Trump, que designe o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras. O pré-candidato se reuniu com o americano na tarde desta terça-feira (26).

Continua depois da publicidade

"Enquanto o Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficantes, eu vim fazer exatamente o contrário", afirmou Bolsonaro em pronunciamento após o encontro, contrastando sua visita com a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também esteve recentemente nos EUA.

O senador classificou CV e PCC como grupos que "controlam territórios inteiros no Brasil pela força", submetem populações a leis paralelas, executam resistências, corrompem agentes públicos e operam em dezenas de países. "Quem faz isso não é gangue, é organização terrorista e ponto", declarou.

Bolsonaro disse que apresentou a Trump o que chamou de "escudo das Américas" – uma aliança hemisférica contra o crime organizado transnacional que, a partir de janeiro de 2027, integraria Brasil, Estados Unidos, Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, Chile, Panamá e República Dominicana.

Continua depois da publicidade

O senador também abordou a questão dos minerais críticos. Segundo ele, o Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras e seria "a única alternativa real à China para o mundo livre". Bolsonaro afirmou que, em seu eventual governo, haverá uma "parceria estratégica de longo prazo" com os Estados Unidos no setor, com investimento protegido e reindustrialização compartilhada.

Sobre tarifas comerciais, o senador afirmou que, sob seu governo, "não haverá necessidade de retaliação comercial contra o Brasil", prometendo um acordo de investimentos "na escala dos maiores acordos da história recente".

Recepção e protocolo

Flávio Bolsonaro descreveu o encontro como cordial. Segundo ele, a primeira pergunta de Trump foi sobre as condições de prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro – "um gesto humano" nas palavras do senador. Ao final da reunião, Trump teria presenteado Flávio com uma Challenge Coin, moeda de honra entregue por presidentes americanos como símbolo de reconhecimento.

Continua depois da publicidade

O senador enfatizou que a reunião "não foi intermediada por nenhum empresário" e creditou o encontro ao trabalho de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e do jornalista Paulo Figueiredo, que "construíram ao longo de anos um grau de relacionamento ímpar com as esferas políticas americanas".

A reunião aconteceu no momento em que o filho do ex-presidente enfrenta uma crise em sua campanha após revelação de um áudio para o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

No áudio, o senador negocia dinheiro com o banqueiro para patrocínio do longa “Dark Horse”, que conta a história de Jair Bolsonaro, em 16 de novembro de 2025.

Continua depois da publicidade

O caso abalou a campanha do indicado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser o representante do bolsonarismo no pleito de outubro. A pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (22) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nove pontos de vantagem sobre o principal oponente no primeiro turno.

Dados de outra pesquisa do instituto divulgada nesta terça mostra que um terço dos eleitores não souberam do caso entre o senador e o ex-banqueiro, mas que dentro do universo dos que tomaram conhecimento do caso, 66% dizem que o pré-candidato agiu mal.

Flávio Bolsonaro pede a Trump que classifique CV e PCC como terroristas