Gilmar critica condução do TSE nas eleições: ‘Silêncios não são neutros’
Para o ministro, o pleito de 2026 evidenciou a correção da ‘antiga lição’ de que as instituições de Estado são maiores que os membros que as ocupam

Gilmar Mendes
Carlos Moura/SCO/STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou sua conta na plataforma X, antigo Twitter, na noite desta segunda-feira (2) para criticar a condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições deste ano. O decano não citou o nome de Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal.
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Para o ministro, o pleito de 2026 evidenciou a correção da “antiga lição” de que as instituições de Estado são maiores que os membros que as ocupam e que a institucionalidade não deveria precisar ser resgatada a cada eleição.
“Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático. A institucionalidade, entretanto, não deveria precisar ser resgatada a cada eleição. De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe”, escreveu Gilmar Mendes.
“Na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros. Podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável”, acrescentou.
Apesar das críticas à condução da presidência, o decano do STF também destacou a atuação da Corte Eleitoral:
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“Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado”, finalizou.
