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Política

Governistas apoiam apuração a Lulinha e pedem CPMI para investigar Flávio

Articulação de deputados e senadores aliados do presidente Lula cobra que oposição faça o mesmo gesto

3 min

20/10/2026 15:39 • Atualizado há 4 dias

Governistas apoiam apuração a Lulinha e pedem CPMI para investigar Flávio

Renato Pizzutto/Band // Reprodução

Parlamentares da base aliada do governo adotaram uma dupla estratégia no Congresso Nacional. Eles decidiram assinar o requerimento da oposição para criação de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) com mira no empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e, ao mesmo tempo, articulam a criação de uma segunda CPMI voltada para investigar o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua ligação com o Master.

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A movimentação busca demonstrar que o governo não se opõe a nenhuma apuração, ao mesmo tempo em que desafia os parlamentares oposicionistas a também apoiarem as investigações sobre os vínculos atribuídos ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março por suspeita de fraudes bancárias.

Apoio à CPMI da oposição sobre Lulinha

A decisão da liderança governista de orientar suas bancadas a assinar o pedido de investigação formulado pela oposição ocorreu na última segunda-feira (19). O requerimento da oposição é de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e conta com o apoio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

O objetivo desse colegiado é apurar eventuais irregularidades e suspeitas envolvendo o filho maia velho do presidente Lula, a empresária Roberta Luchsinger e agentes públicos, incluindo denúncias relacionadas a descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Entre os parlamentares governistas que já aderiram ao requerimento oposicionista estão os deputados Pedro Uczai (PT-SC) e Camilo Santana, além da senadora Tereza Leitão (PT-PE).

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Proposta governista mira Flávio, Master e INSS

Paralelamente, os governistas apresentaram um requerimento próprio de CPMI focado especificamente em Flávio Bolsonaro. Articulada por Pedro Uczai e Camilo Santana, a proposta concentra suas apurações em dois núcleos principais:

  • Relações com o Banco Master e o filme 'Dark Horse': O pedido mira as conexões do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o financiamento da produção cinematográfica 'Dark Horse'.
  • Contatos financeiros e caso INSS: A investigação também abrange a relação financeira de Flávio Bolsonaro com o advogado Willer Tomaz, alvo de recentes denúncias em investigações sobre esquemas no INSS.

Durante a articulação, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) citou denúncias que envolvem o senador, incluindo menções à mansão do jogador Richarlison, classificando o grupo como uma "quadrilha" e pedindo que se "liguem os pontos". Carvalho ressaltou ainda que, caso Flávio perca a eleição presidencial, ficará sem foro privilegiado para responder às apurações.

Coleta de assinaturas e pressão no Congresso

Para ser formalmente instalada, a CPMI proposta pelos governistas precisa alcançar o apoio de 198 parlamentares. Segundo Pedro Uczai, em menos de 24 horas, o documento já reunia cerca de 100 assinaturas de deputados e senadores de partidos diversos, incluindo legendas como Podemos, MDB e PCdoB.

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Por outro lado, nenhuma liderança da oposição havia assinado a lista de apoio até a manhã desta terça-feira (20). Diante disso, os governistas cobram que os parlamentares oposicionistas também subscrevam o pedido "se não tiverem nada a esconder".

A expectativa da base governista é concluir a coleta das assinaturas necessárias ainda nesta semana. Para acelerar a abertura dos trabalhos, Uczai informou que pretende conversar com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União), solicitando que a fila regimental de pedidos de CPMI seja "quebrada" para que o requerimento contra Flávio Bolsonaro seja pautado com prioridade.