Governo Federal antecipa Bolsa Família a seis dias do 2º turno
Anúncio de reajuste de 15% e antecipação de pagamentos geram questionamentos sobre legalidade eleitoral.

A seis dias da realização do segundo turno das Eleições 2026, o governo federal iniciou a antecipação do pagamento do Bolsa Família, com os repasses programados para ocorrer ao longo de três dias, encerrando-se na véspera. A medida foi justificada pela gestão federal sob o argumento de impactos decorrentes do fenômeno climático El Niño sobre os preços dos produtos.
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"A justificativa do governo foi o El Niño. É coisa de moleque isso mesmo, né? Que o governo federal fez e tentando passar para a sociedade uma explicação que é absolutamente absurda", criticou o jornalista Pedro Campos, ao apontar o argumento como insustentável.
O programa social teve o piso elevado para R$ 691,00, após um reajuste de 15% anunciado antes do primeiro turno. Documentos obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação revelam os trâmites da movimentação em torno do reajuste e da subsequente liberação dos recursos. Para Campos, a ação configura "um uso eleitoral escancarado por parte do governo federal e do presidente Lula que está disputando a reeleição", em uma tentativa de reverter o cenário desfavorável após o término do primeiro turno.
Diante da manobra fiscal e administrativa, analistas e críticos apontam a necessidade de atuação dos órgãos de controle. "O Tribunal de Contas da União deveria agir de forma rápida, assim como o governo está agindo de forma rápida", afirmou o jornalista, questionando também a omissão da Justiça Eleitoral diante de medidas que, segundo juristas, ferem a isonomia e a paridade de armas entre os candidatos.
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