Lula deve definir novo quadro de ministros depois do feriado
Futuro comandante da Fazenda e montagem da equipe econômica e da base no Congresso devem começar após Finados

REUTERS/Amanda Perobelli
A escolha do comando do Ministério da Fazenda continua sendo uma das principais dúvidas para o início do novo governo Lula. Quem herdar a pasta terá pela frente um desafio gigantesco: cortar gastos, frear o aumento da dívida e fazer a economia crescer.
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Montagem da equipe após o feriado
O presidente Lula pediu para seus principais auxiliares aguardarem até a próxima semana. Somente após o feriado de Finados, a partir de segunda-feira, é que ele deve começar a definir o time do novo mandato.
Para garantir governabilidade, os partidos do Centrão devem ser procurados para a formação de uma base governista sólida no Congresso, com aliados defendendo maior espaço para o grupo. Enquanto isso, Lula recolheu-se à Granja do Torto, residência oficial da Presidência em Brasília, onde passa o fim de semana e o feriado.
O cenário econômico e o alto endividamento das famílias continuam sendo pontos centrais de preocupação, embora o presidente ainda não tenha sinalizado qual caminho será adotado nem quem assumirá a política econômica.
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Cotados para a Fazenda e nomes na Esplanada
Dentro do PT, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, é visto com bons olhos por seu perfil técnico e excelente interlocução com o setor empresarial. Há sinalizações de que Lula possa ir até o Piauí pedir diretamente à população — que o reelegeu com mais de 70% dos votos — a liberação de Fonteles para o ministério, em um movimento semelhante ao feito em 2002 com Antonio Palocci, que deixou a prefeitura de Ribeirão Preto para assumir a economia.
Outros nomes cotados e bem recebidos pelo mercado e pela base aliada são o do vice-presidente Geraldo Alckmin e a possibilidade de permanência do atual ministro Dario Durigan.
Desafios fiscais e acomodação política
O futuro ministro herdará contas pressionadas: a dívida pública do país está próxima de R$ 11 trilhões, registrando contínuo crescimento e equivalendo a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
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Além do ajuste fiscal, o governo enfrenta o desafio de montar o primeiro escalão sem passar uma imagem de derrota, uma vez que aliados que apoiaram Lula mas não venceram nas últimas eleições — como Fernando Haddad, João Campos, Eduardo Paes, Simone Tebet e Marina Silva — são cotados para postos na Esplanada, equilibrando a chegada de novos nomes ao governo.
