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Política

Lula diz que anunciará criação de universidade indígena em novembro

Sede da universidade será em Brasília, mas serão estabelecidas extensões em todos os estados, segundo o presidente

2 min

02/11/2025 15:04 • Atualizado há 356 dias

Lula diz que anunciará criação de universidade indígena em novembro

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que irá anunciar a criação de uma universidade indígena, prometendo formalizar o projeto até 17 de novembro. O anúncio ocorreu neste domingo (2) durante sua visita à Aldeia Vista Alegre de Capixauã, em Santarém, no Pará.

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Lula justificou a iniciativa como um passo necessário, complementando a nomeação de uma ministra e de uma presidente da Funai de origem indígena, além da existência da chefia da saúde indígena. Embora a sede da nova instituição esteja planejada para Brasília, o presidente garantiu que serão estabelecidas extensões em todos os estados. O objetivo é permitir que os estudantes realizem seus cursos próximo de suas residências, evitando o deslocamento até a capital federal.

O presidente participou de uma roda de conversa com caciques do povo Kumaruara, acompanhado das ministras Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Marina Silva (Meio Ambiente), e da presidente da Funai, Joenia Wapichana.

Demarcação de terras indígenas

Em sua fala, Lula sinalizou positivamente para as demandas apresentadas pela aldeia, que incluem questões de saúde, demarcação territorial, habitação (com um programa nos moldes do "Minha Oca, Minha Vida"), água e energia. Ele prometeu que o ministro de Minas e Energia visitará o local para tratar da instalação de luz e assegurou aos caciques que "não tem nada na pauta que vocês me entregaram que a gente não possa fazer".

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Marina Silva, por sua vez, ressaltou o pioneirismo do atual governo em nomear a primeira ministra dos Povos Indígenas e a primeira presidente da Funai indígena. Ela defendeu as ações da gestão na demarcação de terras e na redução do desmatamento, destacando a intensidade da queda nas unidades de conservação.

Lula expressou orgulho pelas demarcações de terras indígenas e reservas feitas em seus governos, afirmando que nenhum outro gestor demarcou mais. Contudo, ele ponderou que, diante do longo histórico de esquecimento, "tudo que a gente faz ainda é pouco". O chefe do Executivo criticou as autoridades em Brasília, dizendo que "as pessoas não enxergam vocês" e que, para outros governantes, os indígenas "não existem". Ele concluiu a agenda prometendo que os problemas da comunidade serão solucionados, e em tom de brincadeira, deu às auxiliares quatro meses para atenderem as demandas antes de uma potencial candidatura.* Com informações do Estadão Conteúdo

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