Mario Frias após ser alvo de operação da PF: 'A verdade o tempo traz'
Deputado federal afirma que operação investiga emenda parlamentar e aponta cerceamento de defesa

A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do deputado federal Mário Frias (PL-SP) na manhã desta quinta-feira (10). A ação faz parte de investigações conduzidas pelas autoridades federais em torno do uso de emendas parlamentares.
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Segundo o parlamentar, em um vídeo divulgado nas redes sociais, foram apreendidos em sua residência um aparelho celular, documentos e um computador. O deputado afirmou que não existem mandados de prisão expedidos contra ele e criticou a condução do caso pela imprensa.
Destinação de emendas e defesa
Mário Frias declarou que a investigação gira em torno de uma emenda parlamentar no valor de R$ 2 milhões destinada a um projeto esportivo e a um programa de letramento digital voltado para crianças e jovens.
De acordo com o deputado, os recursos foram aplicados de forma transparente e os dados podem ser consultados no portal da transparência.
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O parlamentar também questionou o acesso aos autos da investigação por parte de sua defesa e ressaltou que continuará colaborando com as autoridades para prestar os esclarecimentos necessários sobre a destinação das verbas públicas.
Operação da PF
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), a operação Make Up, para apurar suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A reportagem da Band apurou que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil e produtora do filme, são alvos da operação.
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Apreensão de armas
A Polícia Federal apreendeu, nesta quinta-feira (10), sete armas de fogo do deputado federal Mario Frias (PL-SP), alvo de mandado de buscas durante a operação Make Up. A apreensão foi realizada no endereço do parlamentar em Brasília.
Segundo a Polícia Federal, ao todo, estão sendo cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
As investigações, conforme a PF, apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano.
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Veja a íntegra da fala de Frias:
"A paz eu já tenho, a verdade o tempo traz. Fala pessoal, eu sou o deputado federal Mário Frias e eu vou te contar o que a imprensa não te disse. Vocês viram hoje as manchetes, né? Polícia Federal, 49 mandados, Supremo, organização criminosa.
Eu vou falar com vocês olhando na câmera porque é assim que eu sempre fiz. Hoje de manhã, a PF cumpriu um mandado de busca na minha residência. Levaram celular, documentos, computador, ninguém foi preso, é claro, porque não existe mandado de prisão contra mim nem contra ninguém.
A investigação é sobre uma emenda parlamentar de 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens e adolescentes a se desenvolverem intelectualmente.
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Emenda pública, registrada, transparente, que qualquer um pode consultar no portal da transparência. Agora, o que ficou de fora das manchetes? Primeiro, a minha defesa pede acesso ao inquérito há meses.
Como é que pode se defender de alguma acusação sem ler? A gente descobre o que estão dizendo pelo jornal, no mesmo dia em que a sua porta é arrombada. Segundo, emenda parlamentar não é dinheiro que passa pela mão do deputado.
Ela vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza a prestação de contas. Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição, cortina de fumaça.
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Terceiro, repararam na palavra suspeita? Toda matéria diz suspeita, supostamente, teria, porque é isso que existe, suspeita, baseada numa matéria de jornal medíocre, sem pé nem cabeça, apresentada por uma parlamentar que é correligionária do partido do ministro relator do caso.
Só que a foto na porta da minha casa que foi tirada, ela não vai ser apagada quando o arquivamento vier. O trauma que a minha filha passou também não. Eu poderia estar no meu sítio, vivendo do que eu construí de 25 anos de carreira como ator. Escolhi vir para a política porque eu não aceitei ver o presidente Bolsonaro apanhar sozinho. E o que aconteceu com ele, narrativa atrás de narrativa, uma a uma caindo, está acontecendo comigo. Há um mês da eleição, vou colaborar com tudo que for pedido Vou entregar cada documento e vou seguir na rua, mantendo a minha agenda, representando o São Paulo e apoiando o meu presidente Flávio Bolsonaro.
A paz eu já tenho. A verdade o tempo traz. Até o próximo vídeo"
