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Política

Alexandre de Moraes intima advogados sob pena de prender Jair Bolsonaro

Ministro do STF entende que houve descumprimento de medidas cautelares e quer explicações

2 min

21/07/2025 22:34 • Atualizado há 460 dias

Alexandre de Moraes intima advogados sob pena de prender Jair Bolsonaro

Alexandre de Moraes, ministro do STF, intimou os advogados de Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (21). Ele quer explicações sobre um descumprimento de medidas cautelares e ameaçou prender o ex-presidente.

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Moraes destacou que, nesta segunda, proibiu Bolsonaro de usar redes sociais - seja diretamente ou por terceiros. Porém, no mesmo dia, o ex-presidente mostrou a tornozeleira eletrônica, o que gerou diversas publicações em redes sociais. O ministro do STF incluiu diversos exemplos na intimação.

Agora os advogados de Bolsonaro estão intimados para explicar a situação em até 24 horas. Caso isso não aconteça, o ex-presidente pode ser preso imediatamente.

Além de mostrar a tornozeleira, Bolsonaro protestou diante da imprensa: “Não roubei os cofres públicos, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso aqui (mostrando a tornozeleira) é o símbolo da máxima humilhação, da covardia que estão fazendo com um ex-presidente da República. Vamos enfrentar tudo e a todos. O que vale pra mim é a lei de Deus”.

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Entenda

Na última sexta-feira (18), Moraes atendeu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), e impôs restrições ao ex-presidente e autorizou que a Polícia Federal cumprisse um mandato de busca e apreensão em sua casa.

Desde então, Bolsonaro está utilizando tornozeleira eletrônica e deve cumprir o recolhimento domiciliar entre as 19h e 7h durante a semana e em tempo integral aos fins de semana.

Além de não pode utilizar as redes sociais, o ex-mandatário foi proibido de manter contato com o filho, Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal licenciado, que atualmente está nos Estados Unidos alegando buscar apoio das autoridades norte-americanas para o pai.

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Bolsonaro é acusado de integrar o denominado “núcleo 1” e tramar um golpe de estado contra o resultado das eleições de 2022. Ele também é investigado por tentativa de obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional.

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