Moraes e Mendonça voltam a ficar lado a lado e se calam sobre crise
Ministros evitam falar sobre revelações envolvendo Moraes

O Supremo Tribunal Federal manteve a discrição nesta quinta-feira (3) e evitou manifestações públicas sobre a crise institucional deflagrada após revelações de que o ministro Alexandre de Moraes manteve proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. Durante a sessão plenária, que ocorreu de forma alinhada ao dia anterior, os ministros não fizeram menção ao caso.
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Mais cedo, durante um evento no Tribunal Superior Eleitoral, o ministro André Mendonça evitou citar o episódio, mas discursou sobre a necessidade de honrar a confiança depositada pela sociedade no poder judiciário e no sistema de justiça. Em meio ao cenário de instabilidade, Mendonça anunciou oficialmente a sua saída da sociedade do instituto Iter, fundado por ele em 2024.
Saída de instituto e contratos públicos
A decisão de deixar a instituição ocorre após questionamentos sobre mais de 50 contratos firmados sem licitação com órgãos públicos, como prefeituras, governos estaduais e tribunais de contas. Vítor Godoy Freire, presidente do instituto, argumenta que as contratações de cursos e programas de formação atendem a critérios de serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual, modalidade permitida pela legislação vigente.
Mendonça afirmou por meio de sua assessoria que nunca obteve lucros com a entidade e que o desligamento societário havia sido decidido no início do ano. O instituto foi o local onde o ministro recebeu Daniel Vorcaro em março do ano passado. O gabinete de Mendonça declarou que o encontro ocorreu em uma única ocasião por iniciativa do próprio banqueiro, que buscou o magistrado para tratar de demandas relativas a precatórios.
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