Moro inicia transição e diz que não fará 'governo de vingança' no Paraná
Governador eleito confirma conversas com Ratinho Junior e Alexandre Curi e diz que equipe já trabalha na transição.

Sergio Moro fala com a imprensa após votar em Curitiba
Foto: Band Paraná
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), afirmou nesta sexta-feira (9) que a transição para o novo governo já começou e que pretende chegar a janeiro com a nova estrutura administrativa definida. Entre as mudanças previstas está a redução do número de secretarias estaduais.
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Em entrevista à CBN Curitiba, Moro evitou antecipar nomes para o futuro secretariado e afirmou que as definições serão feitas de forma gradual.
“Tudo a seu tempo. Nada se define na semana seguinte às eleições”, declarou.
Segundo o governador eleito, uma equipe já trabalha na transição e deverá começar a receber informações da atual administração sobre as contas do Estado, programas em andamento e estrutura do governo.
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Moro confirma conversa com Ratinho Junior
Moro afirmou que já conversou com o governador Ratinho Junior (PSD), que, segundo ele, colocou a atual administração à disposição para colaborar com a mudança de governo.
“Da mesma forma, o governador Ratinho Junior me ligou, se colocou à disposição, vamos começar a construir a transição. A gente já tem uma equipe discutindo transição”, disse.
O governador eleito também confirmou conversa com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (Republicanos).
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Um dos assuntos é a proposta orçamentária para 2027. Moro disse que pretende avaliar com a Assembleia eventuais alterações necessárias para adequar o orçamento às prioridades da próxima gestão.
“Vamos trabalhar para que tenhamos os ajustes que forem eventualmente necessários no orçamento, pensando no nosso futuro governo”, afirmou.
Moro disse ainda que pretende manter uma relação institucional com integrantes do atual governo e com os deputados estaduais após as disputas da campanha eleitoral.
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“Não vamos fazer um governo de vingança”, declarou.
Número de secretarias deve ser reduzido
Uma das mudanças anunciadas durante a campanha deve atingir a estrutura administrativa do Estado.
Moro reafirmou que pretende diminuir o número de secretarias, mas ainda não informou quantas pastas poderão ser extintas, incorporadas ou reorganizadas.
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Segundo ele, a intenção é reduzir despesas e tornar a administração mais enxuta.
“Queremos, sim, enxugar a máquina para reduzir a burocracia, ter uma gestão mais dinâmica e também mais econômica, porque cada centavo economizado é dinheiro que a gente vai aplicar na ponta, em favor do cidadão”, afirmou.
Sobre os futuros secretários, Moro disse que já avalia alguns nomes, mas não pretende fazer anúncios neste momento.
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“Claro que a gente já tem alguns nomes em vista, mas eu entendo que tudo tem que ser feito ao seu tempo. Não tem necessidade de fazer anúncios prematuros”, disse.
O governador eleito afirmou que pretende priorizar nomes com perfil técnico na composição da equipe.
Segundo turno presidencial também entra na agenda
Enquanto conduz os primeiros trabalhos da transição estadual, Moro afirmou que também participará da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
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O governador eleito esteve em Brasília nesta semana e participou de uma mobilização ao lado dos governadores eleitos e reeleitos da região Sul em apoio ao candidato do PL.
“A prioridade agora máxima é a derrota do Lula, a eleição do Flávio Bolsonaro, que vai ser importante também para o Estado do Paraná, para a gente ter um aliado no Palácio do Planalto”, declarou Moro.
As críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governo federal foram feitas por Moro no contexto da disputa eleitoral.
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Moro busca ampliar apoio na Assembleia
O governador eleito também afirmou que já foi procurado por deputados estaduais de diferentes partidos para discutir a futura relação entre Executivo e Legislativo.
Segundo Moro, a intenção é construir uma base em torno das propostas do governo, mantendo a autonomia da Assembleia.
“Se nós conseguimos consenso em princípios, em valores relacionados à pauta do governo, eu não vejo dificuldades em fazer uma composição”, disse.
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Entre os temas citados por ele estão liberdade econômica, redução do tamanho do Estado e uma eventual diminuição da carga tributária ao longo do mandato.
ICMS e competitividade entram nos planos
Moro afirmou que pretende discutir medidas tributárias com representantes do setor produtivo.
Ao falar sobre a alíquota geral do ICMS, citada por ele em 19,5%, o governador eleito disse que uma redução dependerá do equilíbrio das contas públicas e da diminuição de despesas.
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“Com o equilíbrio das contas públicas, com a redução de gastos e com a prevenção dos desvios de dinheiro, nós queremos, com o tempo, reduzir essa alíquota para nos tornarmos ainda mais competitivos”, afirmou.
Moro também disse que pretende analisar o modelo de substituição tributária e discutir o tema com entidades empresariais.
Copel será uma das prioridades, diz Moro
O governador eleito também colocou a qualidade do fornecimento de energia entre os temas que pretende enfrentar no início da gestão.
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Moro afirmou que cobrará um plano de investimentos da Copel diante das reclamações de produtores e empresários sobre interrupções no serviço.
“Resolver a questão da Copel, da má qualidade dos serviços hoje prestados, é para nós um ponto de honra”, declarou.
Segundo ele, o futuro governo pretende buscar alternativas para reduzir a frequência das quedas de energia e melhorar o atendimento a consumidores e empresas.
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Segurança e combate à corrupção
Moro também afirmou que pretende adotar medidas de prevenção e combate à corrupção na administração estadual.
Entre as propostas citadas estão a criação de um Código de Ética da Alta Administração, a escolha de quadros técnicos e a preservação da autonomia dos órgãos de fiscalização.
A segurança pública, segundo o governador eleito, também estará entre as prioridades do novo governo.
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Moro toma posse no governo do Paraná em janeiro.
