
Alexandre Kalil
Rodrigo Clemente/PBH
A rejeição de Jorge Messias pelo plenário do Senado Federal abriu uma nova frente de desgaste dentro da base do governo e atingiu diretamente os planos eleitorais em Minas Gerais. Integrantes do Partido dos Trabalhadores passaram a defender, nos bastidores, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reavalie o apoio ao senador Rodrigo Pacheco (PSB) para a disputa do governo estadual em 2026.
Pacheco vem sendo tratado pelo Planalto como principal nome para disputar o Palácio Tiradentes com apoio de Lula, mas aliados do presidente afirmam que a atuação do senador na articulação em torno da indicação de Messias foi considerada insuficiente por setores do PT, que esperavam um empenho maior do ex-presidente do Senado para evitar a derrota no plenário.
Nos bastidores, a avaliação é de que o senador perdeu força política após não conseguir entregar apoio suficiente na votação do STF e agora vê crescer a rejeição dentro do próprio campo governista em Minas.
Pacheco passou nos últimos dias a dar sinais dúbios sobre concorrer ou não ao cargo de governador. Para auxiliares, o senador afirma que pensa em desistir da carreira política.
Nesse cenário de incertezas, voltou a ganhar espaço o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Parte do PT defende que Kalil seria hoje um nome mais competitivo e mais alinhado ao partido para enfrentar a direita no estado.
Apesar da pressão, interlocutores do Palácio do Planalto dizem que Lula ainda não bateu o martelo. O presidente mantém boa relação com Pacheco e evita ampliar a crise após a derrota de Messias, mas o episódio mudou o ambiente político e abriu uma nova incerteza sobre quem representará o campo governista em Minas em 2026.
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