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Alckmin deixa ministério e diz ter ficado honrado em ser vice de Lula

A declaração foi dada em café da manhã com jornalistas em que ele fez um balanço da atuação à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Afonso Marangoni
AFONSO MARANGONI

02/04/2026 • 13:08 • Atualizado em 02/04/2026 • 13:08

Bastidores de Brasília
Geraldo Alckmin

Geraldo Alckmin

Tânia Rêgo/Agência Brasil

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (2) ter ficado honrado com a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que ele será o candidato a vice na chapa que busca a reeleição. A declaração foi dada durante um café da manhã com jornalistas, onde Alckmin fez um balanço de sua gestão à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ele deixará a pasta até o dia 4 de abril para cumprir o prazo legal de desincompatibilização.

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Sobre o anúncio oficial, o vice-presidente revelou que foi pego de surpresa pelo momento da fala de Lula durante a reunião ministerial. "Lula disse na primeira conversa que eu mesmo iria escolher se seria vice ou se iria para outro cargo. Foi uma surpresa o anúncio na reunião dos ministros; ele não tinha avisado que seria naquele momento", afirmou.

Críticas a adversários e cenário eleitoral

Questionado sobre pesquisas que apontam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente de Lula, Alckmin minimizou os números, definindo que "pesquisa é momento". Para ele, a disputa será marcada pela comparação entre modelos de governo.

"O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral. Vai poder comparar governos. Quem defende a ditadura não devia nem ser candidato", questionou. Apesar do tom crítico aos opositores, Alckmin pregou uma postura propositiva: "Não vejo campanha como mata-mata, de quem sai na frente. Campanha é um ato de amor".

Combustíveis

Durante o encontro, o ministro também detalhou as ações do governo para conter a alta dos preços, destacando que o foco principal é o setor de transportes. "O que mais preocupa é o diesel. A primeira tarefa é garantir o abastecimento e a outra é minimizar os efeitos da guerra e os aumentos", explicou.

Segundo Alckmin, a estratégia envolveu a retirada do imposto PIS/COFINS e subsídios diretos por litro. Ele mencionou ainda um acordo avançado com as unidades federativas: "Há uma conversa com governadores para reduzir mais R$ 1,20 (60 centavos do estado e 60 da União). Dos 27 estados, até agora só dois disseram que não. Esse acordo está caminhando bem pela via do diálogo".

Sobre as resistências de grandes distribuidoras quanto à metodologia de preços, Alckmin manteve o tom conciliador. "Ouvi hoje que algumas das grandes não tinham concordado, ficaram com dúvida em relação à metodologia. O caminho é o diálogo, esclarecer e buscar o entendimento", concluiu.

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